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Petrobras reajusta preço do gás de cozinha na refinaria em 8,5%

Desde janeiro, quando passou a ter reajustes trimestrais, alta acumulada do produto é de R$ 0,69 ou 2,8%

↑ Foto: Reprodução

Os preços do gás liquefeito de petróleo de uso residencial (GLP-P13) – gás de cozinha de 13 quilogramas – estarão 8,5% mais caros a partir de amanhã (6). De acordo com a Petrobras, na média nacional, o preço de venda nas refinarias da companhia, sem tributos, será equivalente a R$ 25,07. Desde janeiro, quando passou a ter reajustes trimestrais, a alta acumulada do produto é de R$ 0,69 ou 2,8%.

Para seguir a metodologia atual, a Petrobras aplicou, este ano, reduções nos preços em janeiro e abril e uma elevação em julho. O preço representa um ajuste de R$ 1,97 em relação aos R$ 23,10 em vigor desde julho. Segundo a companhia, os motivos para a alteração dos preços foi a desvalorização do real frente ao dólar e as elevações nas cotações internacionais do GLP. “A referência continua a ser a média dos preços do propano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%”, apontou.

Conforme a Petrobras, “o objetivo da metodologia é suavizar os impactos derivados da transferência da volatilidade externa para os preços domésticos”. A estatal informou que o mecanismo leva em consideração a necessidade de praticar preços para o produto com referência no mercado internacional e a Resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética.

A resolução “reconhece como de interesse para a política energética nacional a comercialização, por produtor ou importador, de gás liquefeito de petróleo (GLP), destinado exclusivamente a uso doméstico em recipientes transportáveis de capacidade de até 13kg, a preços diferenciados e inferiores aos praticados para os demais usos ou acondicionados em recipientes de outras capacidades”.

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Fonte: Agência Brasil

Horário de verão tem início à 0h de domingo em 11 estados

Estados afetados são: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e Distrito Federal

↑ Imagem: Ilustração

A partir da zero hora do próximo domingo (4), os brasileiros de 10 estados e do Distrito Federal devem ajustar os relógios para dar início ao horário de verão. O horário adiantado em uma hora em relação ao horário normal ficará em vigor até a meia noite do dia 15 de fevereiro de 2019.

Os estados afetados são: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e o Distrito Federal.

O Ministério de Minas e Energia explica que as regiões Norte e Nordeste não adotam o horário de verão, porque a hora adiantada é mais eficaz nas regiões mais distantes da Linha do Equador, onde há uma diferença mais significativa na luminosidade do dia entre o verão e o inverno.

Nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, os dias de verão são mais longos. O objetivo é estimular as pessoas e as empresas a encerrarem as atividades do dia mais cedo, a aproveitarem a iluminação natural e evitar que equipamentos eletrônicos sejam ligados para reduzir o consumo e a demanda energética no horário das 18h às 21h.

O ministério explica que no período também há aumento da temperatura e consequente aumento do uso de aparelhos de ar-condicionado, o que neutraliza o impacto no sistema elétrico.

Horário voos

Com o início do horário de verão no próximo fim de semana, a Infraero informou que os aeroportos da rede nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste funcionarão de acordo com o horário especial.

A empresa recomenda aos passageiros que, em caso de dúvidas sobre os horários de voos, entrem em contato com as companhias aéreas.

Enem

No próximo domingo, será realizada a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018. O Ministério da Educação divulgou diferentes horários de abertura e fechamento dos portões nos locais de provas. Confira os horários em cada estado.

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Fonte: Agência Brasil

O Vereador Mário Siqueira, de Santana do Ipanema-AL, prestigiou durante esta semana a Posse dos Conselhos Municipais de Segurança Pública, que contou com a participação de diversas autoridades do Poder Público Municipal e Estadual, que tratam do enfrentamento da violência no Estado de Alagoas. Enfático o Edil falou da importância daquele organismo para dar respostas a sociedade de quadros agravantes, que envolvem o número de homicídios crescentes, roubos e tráficos de drogas na região sertaneja. Parabenizou os Conselheiros empossados, que terão a função de fiscalizar, cobrar e elaborar a Política de Segurança Pública.

 

 

Assessoria

Foto: Gentilmente enviadas Via 

Instagram 

Resultado final de Concurso do TJ/AL para cargo de técnico judiciário é divulgado

Banca organizadora também publicou a convocação para a perícia médica dos candidatos inscritos como portadores de deficiência

↑ Tribunal de Justiça de Alagoas (Foto: Itawi Albuquerque / Dicom do Tribunal de Justiça de Alagoas)

A Fundação Getúlio Vargas divulgou o resultado final dos aprovados para o cargo de técnico judiciário do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). A banca organizadora também publicou a convocação para a perícia médica dos candidatos ao cargo que se inscreveram como portadores de deficiência física.

Confira os documentos publicados nos dias 11 e 15 de outubro, no site FGV. O Tribunal ofereceu 100 vagas para o cargo, para o qual 534 pessoas foram aprovadas.

Os candidatos inscritos como portadores de deficiência devem conferir no edital de convocação a data e a hora da sua perícia. Os procedimentos serão realizados entre os dias 29 e 31 de outubro, na sede do TJ em Maceió (Praça Marechal Deodoro, Centro). O edital orienta os aprovados a comparecerem com 30 minutos de antecedência do horário determinado, munidos dos documentos litados na convocação.

Concurso TJ/AL

O concurso foi iniciado no final de 2017. As provas para técnico judiciário e analista judiciário ocorreram em Maceió, no dia 25 de março de 2018. Já os exames para oficial de justiça foram realizados no dia 13 de maio. No total, foram 131 vagas oferecidas no certame, que teve mais de 40 mil inscritos.

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Fonte: Dicom do TJ/AL

Segunda, 08 Outubro 2018 18:13

Haddad e Bolsonaro vão para o segundo turno

Escrito por

Haddad e Bolsonaro vão para o segundo turno

 

Com mais de 90% das urnas apuradas, se configura o cenário para o segundo turno das eleições presidenciais do Brasil e a disputa vai ficar entre o progressista Fernando Haddad (PT) e o representante da extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL).

Ricardo Stuckert
Haddad e Manuela estão no segundo turno contra Bolsonaro e o general MourãoHaddad e Manuela estão no segundo turno contra Bolsonaro e o general Mourão
Haddad obteve 28,26% dos votos, enquanto Bolsonaro lidera com 46,79%. Em terceiro lugar está Ciro Gomes (PDT), com 12,5%. O baixo desempenho de nomes já tradicionais na disputa presidencial surpreendeu desta vez, como é o caso de Geraldo Alckmin (PSDB), que ficou em quarto lugar com apenas 4,8% dos votos, e Marina Silva (Rede), que figura atrás até mesmo do novato João Amoêdo e do evangélico Cabo Daciolo, com 1% do eleitorado.

Haddad obteve melhor desempenho nos estados do Norte e do Nordeste, e no Piauí foi onde teve a maior votação: 62,46%. Já Bolsonaro liderou no Sul, no Sudeste e em partes do Norte e do Centro-Oeste. O estado onde ele mais se destacou foi Santa Catarina, com 65,82% dos votos. 

Se o segundo turno dependesse do Ceará, Bolsonaro estaria fora da disputa com 22% dos votos. O estado de Ciro Gomes o colocou no topo com 41,15%, seguido de Haddad com 31,79%. 

No primeiro turno Bolsonaro se ausentou dos debates e precisou passar boa parte do tempo recluso devido ao ataque que sofreu durante a campanha, mas nesta segunda etapa da disputa ele terá que enfrentar o eleitorado e o cenário pode se reconfigurar.



Do Portal Vermelho

O neoliberalismo de choque e as eleições presidenciais

 

Não se distraia. O debate não é moral, embora seja essa a cortina de fumaça que encobre as eleições presidenciais no Brasil.


Por Rita Coitinho*

 Miséria e exclusão podem aumentar ainda mais Miséria e exclusão podem aumentar ainda mais
Com frase chocantes sobre tortura e direitos humanos, apelo às armas, declarações racistas e de menosprezo às mulheres, o candidato a presidente do PSL, Jair Bolsonaro, logrou visibilidade. A conhecida máxima “falem mal, mas falem de mim” parece ter sido bem compreendida pelo núcleo da campanha do capitão reformado. Em um país majoritariamente conservador nos costumes, o que soa tão dolorido aos ouvidos de uma parcela intelectualizada da população soa apenas como “zoeira” e brincadeira para a maior parte dos seus 50 milhões de eleitores, difusamente indignados com a corrupção (discurso único dos conglomerados midiáticos nos últimos 13 anos) e preocupados com seus valores morais ameaçados, segundo lhes contam as “denúncias” que chegam às centenas, todos os dias, há anos, pelas redes sociais.

Li alguns comentaristas que respeito afirmando que “todo eleitor de Bolsonaro é fascista”. Compreendo o desespero de quem pensa assim, as declarações do candidato nos doem fundo na alma, mas é uma ideia falsa. Há ali um percentual “militante” com forte inspiração fascista, o núcleo duro da campanha. O eleitorado, contudo, está preocupado com seus valores e acredita no que dizem as correntes do submundo do Whatsapp. Acreditam, ainda, nos líderes religiosos, geralmente meros mercadores da fé, porém extremamente eficazes, que assumiram para si o projeto do candidato protofascista e colocaram nas ruas, nas últimas semanas da campanha, um verdadeiro exército a ir de casa em casa buscar os votos para o candidato a presidente mas, também, para seus deputados, senadores e governadores. Isso, aliás, é o que explica o fracasso das pesquisas de intenção de voto para deputados e senadores e a “surpresa” dos cientistas políticos acostumados ao formato eleitoral tradicional.

Por trás de uma campanha moralista, baseada em memes e fofocas difundidas por Whatsapp está o que quase nenhum dos quase 50 milhões de eleitores do PSL (que elegeu 51 deputados federais!) conhece: seu programa econômico ultraneoliberal. Um programa privatista, desnacionalizante e profundamente concentrador que faz brilhar os olhos dos investidores internacionais.

O candidato do PSL não tem nenhum compromisso com os direitos trabalhistas, pelo contrário, está sendo assessorado por empresários e economistas francamente avessos à toda regulação do mercado de trabalho. Inspirados no “modelo americano”, onde não há legislação que garanta férias pagas, décimo terceiro salário ou licença maternidade, propagam esse tipo de mudança como modernização. Em termos de política externa (já exploramos isto em outro artigo publicado neste mesmo espaço), a candidatura do PSL está alinhada ao “antiglobalismo” de Donald Trump, com a diferença fundamental de que, em Trump, o “antiglobalismo” leva ao protecionismo econômico e em Bolsonaro leva à aceitação dócil do programa de Trump para a América Latina.
Isso significa, em outras palavras, a abertura comercial do Brasil aos EUA sem barreiras, a diminuição do perfil do Mercosul e a extinção de práticas diplomáticas soberanistas, as quais nos levaram, por exemplo, a compor os BRICS e liderar disputas na Organização Mundial do Comércio a favor das pautas dos países em desenvolvimento e a venda indiscriminada do patrimônio do povo brasileiro – petróleo, minérios, água doce – para grandes multinacionais.

No plano interno, a pauta “secreta” ultraneoliberal de Bolsonaro prevê a extinção dos mecanismos de proteção da biodiversidade, que poderia ser nosso passaporte para o futuro se combinada ao investimento em tecnologia. Não haverá, contudo, investimento em tecnologia, com o fim já anunciado do MCTI. E com o fim previsto do Ministério do Meio Ambiente, espera-se a liberalização do desmatamento, da caça aos animais silvestres e a consequente perda irreparável de biodiversidade – além da ameaça às nossas reservas de água doce, que dependem da existência de cobertura vegetal. O programa de Bolsonaro prevê ainda a extinção do Ministério da Cultura e a redução da responsabilidade do Estado na Educação em todos os níveis, além de não mencionar qualquer tipo de solução efetiva para o financiamento da saúde.

Na questão distributiva, além do fim dos programas sociais, a fixação de uma alíquota única de imposto de renda fará com e os menores salários passem a pagar impostos extorsivos, enquanto as grandes fortunas e os grandes rendimentos seguirão pagando relativamente pouco, intensificando a concentração da renda e piorando rapidamente as condições de vida do povo trabalhador.

Tudo isso está no programa do candidato que diz ter Deus e a Pátria acima de tudo e está também difusamente reafirmado nas falas de seu boquirroto candidato a vice-presidente. O povo brasileiro precisa conhecer esse programa, inclusive os eleitores do capitão, que o desconhecem em sua imensa maioria.

Os 30 milhões que não votaram e os 11 milhões que votaram em Branco e Nulo precisam saber disso. Estão autorizando, com seu silêncio, a vitória de um programa de lesa pátria.

Os 30 milhões de eleitores de Haddad, os quase 14 milhões de eleitores de Ciro Gomes e os 12 milhões de eleitores de outros candidatos também precisam saber.

É preciso combater a pauta econômica de Bolsonaro. Explicá-la à população. Mostrar que a pauta moral é a cortina de fumaça de uma candidatura que não pode mostrar ao povo o que defende,
porque se mostrar, perderá as eleições. 

 *Rita Coitinho é socióloga, Dra. em Geografia e membro do Conselho Consultivo do Cebrapaz.

Abstenção atinge 20,3%, maior percentual desde 1998

Número significa que quase 30 milhões de eleitores que estavam aptos não compareceram às urnas. Maior colégio eleitoral do país, São Paulo teve aumento de 2 pontos percentuais nas abstenções

↑ (Foto: EBC)

Quase 30 milhões de eleitores não compareceram às urnas neste domingo (7), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O nível de abstenção, de 20,3%, é o mais alto desde as eleições de 1998, quando 21,5% do eleitorado não votou.

Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o índice de abstenção também subiu, dois pontos percentuais, em relação ao último pleito, passando de 19,5% para 21,5%. Em número de eleitores, isso representa mais de 850 mil pessoas, de 6,2 milhões em 2014 para 7,1 milhões este ano.

Histórico das últimas eleições

Em 1994, o percentual havia sido ainda maior: 29,3%, o que significa que 1 em cada 3 eleitores aptos não compareceram.

A abstenção tem crescido desde 2006. Na ocasião, 16,8% dos eleitores não votaram. Quatro anos depois, o índice subiu para 18,1%, e chegou aos 19,4% nas eleições presidenciais passadas, em 2014.

Em número de eleitores, a porcentagem desse ano representa 29,9 milhões de pessoas. No primeiro turno de 2014, 27,7 milhões de votantes se abstiveram do voto.

Números por estado
Dos 26 estados, mais o Distrito Federal, o Mato Grosso aparece com o maior índice de abstenção, com 24,6%. Isso significa que 1 em cada 4 eleitores aptos a votar não votaram.

Na direção oposta, o estado com o menor número de abstenções foi Roraima, 13,9%. Veja o índice por estado:

Região Sul

Paraná – 17%
Rio Grande do Sul – 18,1%
Santa Catarina – 16,3%

Região Sudeste

Espírito Santo – 19,3%
Minas Gerais – 22,2%
Rio de Janeiro – 23,6%
São Paulo – 21,5%

Região Centro-Oeste

Distrito Federal – 18,7%
Goiás – 20,2%
Mato Grosso – 24,6%
Mato Grosso do Sul – 21,2%

Região Nordeste

Alagoas – 22,6%
Bahia – 20,7%
Ceará – 17,3%
Maranhão – 20,5%
Paraíba – 15%
Pernambuco – 17,9%
Piauí – 15,7%
Rio Grande do Norte – 17,1%
Sergipe – 18,8%

Região Norte

Acre – 19%
Amapá – 16,7%
Amazonas – 19,4%
Pará – 20%
Rondônia – 22,3%
Roraima – 13,9%
Tocantins – 20%

Balanço dos estados
São Paulo foi estado com o maior aumento no número de eleitores que não votaram, com quase 870 mil ausências a mais, na comparação com as eleições de 2014. Em proporção, são dois pontos percentuais a mais, de 19,5% para 21,5%.

No entanto, o Distrito Federal foi o local com o maior aumento percentual de abstenções, passando de 11,7% em 2014 para 18,7% este ano. O Amapá aparece como a segunda maior alta, de 10,4% para 16,7%.

Na comparação com o primeiro turno das eleições de 2014, cinco estados tiveram redução proporcional das abstenções.

A maior delas foi no Piauí, que passou 18,9% há 4 anos para 15,7% neste ano. O Ceará saiu de 20,1% para 17,3%. A Paraíba registrou 17,6% de abstenções em 2014. Esse ano, o índice foi de 15%. O Pará teve queda de 21,1% para 20% este ano. Por fim, Santa Catarina teve redução de 0,1% nas abstenções, de 16,4% para 16,3%.

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Fonte: G1

 
 
 

Patrão reinventa voto de cabresto: MPT recebe 120 denúncias em 4 dias

 

Parte da classe patronal que adotou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) também assumiu o estilo totalitário do candidato e nesta eleição, em pleno século 21, reinventou o chamado voto de cabresto, prática da velha República em que os donos de fazendas conhecidos como "coronéis"coagiam os trabalhadores a votar como queriam.

Reprodução
  
De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), somente nos últimos quatro dias, foram registradas 120 denúncias de trabalhadores que relataram ter sofrido algum tipo de pressão para votar em um determinado candidato na eleição deste ano. A conduta é proibida por lei.

De acordo com levantamento feito pelo MPT, a região Sul foi a que registrou maior número de queixas até o momento, representando 82,5% do total - foram 61 denúncias em Santa Catarina, 22 no Paraná e 17 no Rio Grande do Sul. Também foram registrados casos no Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Paraíba e Distrito Federal. 

"Se ficar comprovado que empresas estão, de alguma forma e ainda que não diretamente, sugestionando os trabalhadores a votar em determinado candidato ou mesmo condicionando a manutenção dos empregos ao voto em determinado candidato, essa empresa vai estar sujeita a uma ação civil pública, inclusive com repercussões no sentido de indenização pelo dano moral causado àquela coletividade", afirmou em nota o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury.

Um dos casos de de maior repercussão foi o do empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, que divulgou nas redes sociais um vídeo fazendo ameaças de que vai demitir seus 15 mil funcionários, caso Jair Bolsonaro não vença a eleição presidencial. 

Após ação do MPT, a rede de lojas foi advertida e poderá ser multada em R$ 500 mil, se descumprir decisão da Justiça do Estado.

Outra empresa do Sul, a rede de supermercados Condor, também sofreu sanções da Justiça por pressionar o voto em carta enviada aos funcionários. Pedro Zonta, fundador do grupo, assinou um termo no qual se comprometeu a se retratar. Teve de enviar a funcionários uma carta esclarecendo que "compreende que está vedado ao empregador a prática de qualquer ato que venha a induzir o empregado a seguir uma determinada crença ou convicção política, filosófica ou ideológica". Se descumprir o acordo, estará sujeito a multa diária de R$ 100 mil.

Mas as ações da Justiça não intimidam os empresários. No início da semana, o presidente do conselho da indústria Kyly, Salézio Martins, reuniu funcionários e colaboradores na frente da empresa, em Pomerode (SC), para manifestar apoio a Bolsonaro. 

A empresa, que fabrica roupas infantis e tem 1.600 colaboradores, pendurou uma bandeira do Brasil na frente de sua sede e liberou alguns funcionários para cantar o Hino Nacional e ouvir um discurso do executivo.

O empresário Luiz Gastão Bittencourt, vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, defendeu junto aos funcionários do sistema S (como Sesc, Sebrae e Senai) a votar em Bolsonaro.

O comunicado intitulado "Vamos votar com o Brasil!" veio acompanhado de uma bandeira nacional foi divulgado pela intranet do sistema S e dizia: "Voto como cidadão e indico a todos aqueles que acreditam no meu trabalho, nas minhas ações e na minha determinação de servir à sociedade, que votem em Jair Bolsonaro. Votem com o Brasil, com a família e com Deus acima de tudo." 

Do Portal Vermelho, com informaões de agências

Pai preso por estuprar filha de 13 anos deixa a prisão e mata a menina

Pai preso por estuprar filha de 13 anos deixa a prisão e mata a menina
 

O suspeito já havia sido preso anteriormente por estuprar a filha e a cunhada

Pai preso por estuprar filha de 13 anos deixa a prisão e mata a menina

Um homem de 28 anos que estava preso por estuprar a filha deixou a prisão e é suspeito de ter matado a facadas a menina de 13 anos, na madrugada desta quarta-feira (3), no bairro Mailasque, em São Roque (SP).

 

A Polícia Civil chegou ao local do crime e foi surpreendida por um menino de seis anos que pedia socorro e contou que o pai havia matado a irmã.

De acordo com o G1, Horácio Nazareno Lucas já havia sido preso anteriormente por estuprar a filha e a cunhada.

Letícia Tanzi Lucas, de 13 anos, foi encontrada inconsciente e ferida na sala da residência. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada à Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.

O suspeito havia saído da prisão na terça-feira (2), segundo informou a ex-mulher. Ela disse em depoimento que o homem era acusado de estuprar a filha e abusar sexualmente da irmã dela e estava preso desde junho.

Noticiaaominuto

Policiais estupraram meninas durante intervenção no Rio, diz relatório

 

Moradores de favelas do Rio de Janeiro apontam uma série de violações praticadas por militares desde o início da intervenção federal na segurança pública do Estado, assinada pelo presidente Michel Temer (MDB) em 16 de fevereiro de 2018. No relatório parcial Circuito de Favelas por Direitos, elaborado pela Ouvidoria Externa da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, os relatos registram roubos, invasões de casa, agressões físicas e até estupros.

FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
Fuzileiros navais participam de operação na favela Kelson’s, zona norte do Rio de JaneiroFuzileiros navais participam de operação na favela Kelson’s, zona norte do Rio de Janeiro
Para a elaboração do documento, pesquisadores visitaram 15 comunidades da capital fluminense, com um total de 30 tipos diferentes de violações. As violências são divididas em cinco pontos: violação em domicílio, abordagem, letalidade provocada pelo Estado, operação policial e impactos. O trabalho registrou casos nos primeiros cinco meses de intervenção e tem a meta de continuar até totalizar 30 favelas visitadas.

Em uma dessas invasões, teriam ocorrido os estupros, conforme conta um morador: “Eles entraram numa casa que era ocupada pelo tráfico. Lá tinha dois garotos e três meninas. As meninas eram namoradas de traficantes. Era pra ser todo mundo preso, mas o que aconteceu é que os policiais ficaram horas na casa, estupraram as três meninas e espancaram os garotos. Isso não pode estar certo”. O relatório não indica data ou local em que os crimes teriam ocorrido.

Esse não é o único caso de abuso sexual. Uma adolescente descreveu ter sido revistada com duas amigas por PMs homens, o que contraria a lei — o artigo 249 do Código de Processo Penal afirma que a busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência. “Ele vem revistar a gente, já gritando, chamando a gente de piranha, mulher de bandido, drogada. Vem empurrando e mexendo na gente. Eu sei que só mulher que pode revistar mulher, mas se nós não deixar [sic] leva tapa na cara”, relembra a jovem.

Em outro caso, um casal passou por uma abordagem e o militar revistou a garota “de forma abusiva”. Segundo ela, o policial a respondeu quando questionado sobre a ação. “Se você fizer alguma coisa você vai presa por desacato, mas pra mim não pega nada porque eu sou autoridade”, relatou sobre a revista, feita em frente ao seu namorado.

Segundo Pedro Strozenberg, ouvidor-geral da Ouvidoria Externa da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, o resultado não surpreende pela violência em si, mas pelas pequenas violações se tornarem comuns. “Não é a novidade, uma surpresa em termos do que encontrou, a surpresa são os componentes de crueldade, a dinâmica e sistemática dos fatos. Até discutimos sobre diferenciar as comunidades, mas o que mais acontece é que em qualquer um dos 30 tipos de violações acontecem em qualquer uma delas”, aponta. “Esses casos mais violentos são em geral os mais destacados, um dos resultantes que falamos do trabalho é que a letalidade, o maior e mais grave problema, ela encobre e sombreia essa quantidade de violações cotidianas”, comentando sobre o caso de estupro citado no documento.

O estudioso exemplificou como a rotina das pessoas está comprometida pela violência estatal e vira algo natural. “Conversamos com meninas de 8, 10 anos e elas narram as situações de tortura, de feridos, das mortes, onde se escondem em tiroteios com uma naturalidade… Vamos nas casas das pessoas, vemos onde ela está, as condições, é uma intrusão que fazemos. Hoje visitamos um casal jovem com dois filhos, o mais velho com 4 anos e a menina de 2 anos, e perguntei sobre tiroteio: ‘ah, a gente vai para o banheiro onde tem mais parede, menos risco de ser atingido’. Pedi para ver o banheiro: um ambiente minúsculo, eles ficam espremidos e, quando tem tiroteio de madrugada, os pais chegam no banheiro e o filho de 4 anos já está”, explica Strozenberg.

Agressões, roubos e militares drogados

O relatório da Ouvidoria Externa traz o roubo e abordagem violentas como outros abusos sofridos por moradores, além da própria letalidade policial, como o caso de um garçom morto ao ter o guarda-chuva confundido com fuzil. Segundo o documento, a ação violenta mais comum dos militares é ofender ou dar “tapa na cara” das pessoas.

“O café da manhã do trabalhador que sai de madrugada às vezes é um tapa na cara”, explica um morador. “Aqui na rua que eles torturam o menino. Do lado da minha casa. Meus vizinhos foram ver o que tava acontecendo e um deles policiais disse: ‘por isso que vocês morrem'”, conta outra.

Alguns dos relatos dão conta de uma série de violências, como a entrada de militares em uma casa para usar o ar-condicionado, tomar iogurte da geladeira e o roubo de R$ 1 mil. Outros contam que os roubos ocorrem com itens caros. “Eles [exército] ficam fiscalizando as motos, aí se tem alguém que tá sem o documento certinho eles pegam, as vezes jogam no rio. Às vezes ficam usando as motos de lá pra cá e depois a moto desaparece”, descreve.

Mais grave é o uso de drogas em trabalho, conforme registrado. “O caveira [militar] parou e colocou uma carreira de pó no capo do carro e mandou ver. Nunca vi ninguém cheirar e ficar endemoniado como aquele polícia. Antes ele estava passando sério e sem dá nem um tchum pra nós. Depois parecia um capeta”, conta um dos moradores, seguido de outro flagrante. “Ele [militar] ficava com uma garrafinha de guaraná e toda hora ficar colocando no nariz. Guaraná não se bebe pelo nariz, né, dona?”, disse.

Procurado pelo EL PAÍS, o Gabinete de Intervenção Federal afirmou que "todas as operações e ações realizadas visando combater a criminalidade são feitas dentro da legalidade objetivando proteger cidadãos e respeitar seus direitos".

Por Arthur Stabile, na Ponte Jornalismo

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