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Terça, 31 Julho 2018 22:09

Paulo Kliass: Economia para poucos

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Paulo Kliass: Economia para poucos

 

"O debate eleitoral se apresenta como mais uma oportunidade para a discussão crítica dos efeitos desse tipo de política econômica, que agrada tanto a tão poucos e que provoca consequências nefastas para a absoluta maioria".

Por Paulo Kliass*

  
O avanço do calendário eleitoral e a maior clarificação dos campos no espectro político e partidário começam a conferir maior visibilidade às diferentes avaliações da difícil situação por que passa a nossa economia. Além disso, o momento permite a discussão de propostas para a superação da profunda crise que o Brasil vem atravessando ao longo dos últimos anos. Para além da denúncia da injustificada e arbitrária prisão do líder das pesquisas, as eleições permitem a reflexão coletiva a respeito do quadro dramático em que fomos encurralados.

Desde antes da deflagração da operação do “golpeachment” contra a Presidenta eleita, as forças aglutinadas em torno dos interesses do sistema financeiro se aliaram aos setores mais retrógrados do Congresso Nacional com o objetivo de mudar os rumos do País. O foco era retirar Dilma do Palácio do Planalto e abrir caminho para que o comando da economia fosse atribuído a quem pudesse promover a destruição dos avanços que haviam sido conquistados ao longo dos anos.

E assim foi feito. Mais uma vez ficou evidenciado que a economia não tem nada de isenção técnica ou de neutralidade. Afinal, a nomeação de Henrique Meirelles e Ilan Goldfajn, dotados da mais completa autonomia para implementar o programa da economia de um governo absolutamente ilegítimo, foi uma decisão ponderada e amadurecida de Michel Temer. A continuidade da estratégia do “austericídio”, iniciada ainda por Joaquim Levy em 2015, já era esperada por quem tivesse um mínimo de experiência e contato com o assunto.

Porém, o núcleo duro do novo governo foi muito além de um “mero” aprofundamento radicalizado da estratégia de ajuste fiscal a qualquer custo. Temer decidiu por levar a cabo uma política de desmonte do Estado brasileiro e de destruição das bases das políticas sociais estabelecidas na própria Constituição. Para tanto, lançou mão de múltiplas estratégias, que iam desde o contingenciamento draconiano de verbas orçamentárias até reformas constitucionais redutoras de direitos, passando também por medidas de estrangulamento e extinção de programas de governo com foco na inclusão e no reforço da cidadania.

Economia política da desigualdade

A opção de política econômica praticada pelos banqueiros da Esplanada dos Ministérios foi cristalina: favorecimento dos setores do topo da pirâmide e penalização da grande maioria da população. A velha estória dos 99% versus 1%, ou ainda dos 0,1%. Com isso, fica evidente que não existe apenas a ”economia” como campo do conhecimento. Os pensadores clássicos desse ramo das ciências humanas e sociais já sabiam disso há muito tempo. Até mesmo os intelectuais mais conservadores usavam um termo que hoje seria considerado comuno-bolivariano pela maioria dos liberaloides de plantão. 

Por exemplo, Adam Smith e David Ricardo em suas obras mais famosas tratavam do objeto qualificado por eles como “economia política”. Sim, pois foi apenas no século XX que a tradição anglófona dos liberais neoclássicos fez uma sutil cirurgia e a antiga “political economy” virou apenas “economics”. Na versão para o português, a dominação ideológica fez com que tenhamos ficado apenas com a simplificadora “economia”. Esse reducionismo linguístico é totalmente revelador da opção por eliminar o adjetivo “política”, pois poderia provocar muita confusão no tratamento teórico e nas suas derivações para o uso do instrumental. 

Ao se reconhecer a natureza intrinsecamente política da economia, fica mais fácil a identificação da função que ela exerce no processo de organização e funcionamento do modo de produção e da sociedade capitalistas. Entre outros aspectos, o pensamento econômico dominante reproduz e reforça a própria desigualdade, um dos pilares do modelo que campeia em nossas terras.

Mas como nem tudo está perdido para sempre nesse mundo, sobrevive uma abordagem alternativa à dominação ortodoxa e conservadora. As universidades ainda resistem a esse pensamento e as análises críticas do modelo encontram espaço para florescerem. As instituições de pesquisa não aceitam passivamente as receitas de reprodução e validação da injustiça e da exploração.

Economia para muito poucos

Importante exemplo desse movimento é o livro “Economia para poucos – Impactos sociais da austeridade e alternativas para o Brasil”, que foi lançado recentemente pela Editora Autonomia Literária. A obra foi organizada por Ana Luiza Matos de Oliveira, Esther Dweck e Pedro Rossi. Além da introdução e da conclusão, seus 15 capítulos oferecem ao leitor um amplo panorama da abordagem crítica da abordagem econômica convencional. Em sua maioria, os autores são integrantes de uma nova geração de economistas e pesquisadores, que não se conformaram com as simplificações de análises e de propostas reproduzidas à exaustão pelos grandes meios de comunicação.

Ao oferecer uma visão crítica dos programas de austeridade, o livro trata dos efeitos perversos do ajuste conservador em áreas tão amplas como educação, saúde, previdência social, direitos humanos, habitação, segurança pública, cultura, sustentabilidade e agricultura familiar, entre outras. A todo instante, a atenção do leitor é chamada para a sua natureza de manutenção e reprodução da desigualdade. Assim, o conjunto dos textos converge para uma análise crítica das recomendações de política econômica dirigida para poucos, na verdade para muito poucos.

Em suas páginas introdutórias, o livro se apresenta de forma objetiva e sem receios de tomar partido na chamada disputa de narrativas:

“O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo e, sem dúvida, essa é uma das nossas características mais injustas. Apesar da recente melhora, as desigualdades se manifestam em diversos níveis; desigualdade de renda, de gênero e raça, de acesso a bens e serviços e de riqueza, sem falar nas desigualdades regionais e de condições de trabalho. Enfrentar esse problema deveria ser a agenda prioritária brasileira, e a política fiscal tem uma papel central nessa agenda. A Constituição de 1988 prevê diversos mecanismos que deveriam atuar nesse sentido, mas muitas das medidas aprovadas não saíram do papel até hoje, ou não foram totalmente aplicadas. Aquele projeto inclusivo de promoção de uma sociedade mais justa está ficando cada dia mais distante. Cada vez mais, adotam-se medidas que limitam a ação do Estado e promovem cada vez mais uma economia para poucos, justamente para aqueles que hoje se encontram no topo da pirâmide.”

É inegável que os riscos de continuidade de tal opção perversa de política econômica estão presentes. Apesar dos índices de popularidade rastejantes do governo em fim de feira, a capacidade de articulação do financismo não pode ser negligenciada. A grande imprensa não deixa de insistir na tecla da necessidade inarredável desse tipo de ajuste e os partidos nanicos da sopa de letrinhas não hesitam em se inclinarem a quem lhes oferecer mais recursos para sobrevivência no mar do fisiologismo.

Essa é uma das razões que reforçam a importância e a oportunidade da “Economia para poucos”. Incorporar mais luz e oxigênio ao debate de temas que são tratados pelo pensamento conservador como óbvios, recheado de soluções fáceis e propostas simplistas. Ainda na introdução deparamo-nos com o alerta:

“Essa nova forma de gestão do orçamento público tem consequências macroeconômicas e distributivas e condiciona a capacidade dos governos de induzir o crescimento econômico e de promover o bem-estar social. Tal mudança profunda na gestão fiscal afeta a vida das pessoas e tem, portanto, importantes impactos sociais. Quais os efeitos da austeridade na ponta? No acesso aos direitos sociais como saúde e educação? Na vida das pessoas do campo? Na preservação do meio ambiente? No acesso à cultura da população mais carente? Como fica o papel do Estado na garantia de direitos humanos básicos? Na redução do déficit habitacional? E como ficam os princípios básicos da Constituição Federal de 1988 nesse contexto de austeridade? Há alternativas a esse projeto?”

A nossa experiência atual e as opções de países que trilharam o mesmo caminho da austeridade apontam para a necessidade de superar esse modelo que reproduz a concentração e a desigualdade. O debate eleitoral se apresenta como mais uma oportunidade para a discussão crítica dos efeitos desse tipo de política econômica, que agrada tanto a tão poucos e que provoca consequências nefastas para a absoluta maioria. As alternativas existem. O que falta é a construção de uma maioria politica com vontade e disposição para implementá-las.




 * Paulo Kliass é doutor em Economia pela Universidade de Paris 10 e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal.

Qual o futuro do sindicalismo? A dor da dúvida

 

Os que apagam o passado correm o risco de abolir o futuro também (Walter Benjamin)

Por Clemente Ganz*

Foto: Guilherme Santos/Sul21
  
 E tem futuro? Essa resposta, em forma de pergunta, aparece recorrentemente nos debates sobre os desafios que o movimento sindical enfrenta. A resposta-pergunta carrega um misto de angústia, ansiedade, perplexidade, incerteza e desânimo. Muitos estão deprimidos!

A angustia dói no peito e traz um cansaço mental e físico que decorre da quantidade e da complexidade dos problemas. Há uma sensação de tragédia e de impotência diante da necessidade de fazer algo.

Sensação de estômago vazio e coração acelerado, a ansiedade carrega o medo do que vem pela frente, porque não se sabe o que é que vem. Há dúvida sobre qual decisão tomar, de que maneira enfrentar e resolver cada um dos problemas. Incerteza diante da complexidade dos fenômenos e das dificuldades de encontrar saídas ou soluções.

Desânimo, falta de vontade para enfrentar o problema, ausência de coragem para encarar o desafio! Somos muitos aqueles que compartilham essas dores.

Essa situação anímica decorre dos problemas enfrentados pelos sindicatos, da crise econômica, do desemprego, das mudanças no mundo do trabalho, dos graves problemas políticos vividos pelo país. A lista segue longa, a tal ponto que um “oi, tudo bem?” tornou-se uma saudação estranha. Melhor cumprimentar dizendo “como vai?” e esperar, como resposta, um silêncio sepulcral.

E tem futuro?

O futuro do sindicalismo será decorrente daquilo que acontecerá no mundo do trabalho, da maneira como o sistema produtivo se organizará, da forma como as tecnologias serão usadas, de como a riqueza será distribuída, assim como dependerá das respostas que os trabalhadores darão às inúmeras questões colocadas.

Os sentimentos expressam, em cada um de nós, o grau da adversidade. A superação requer cuidados individuais e coletivos. Como diz o poeta, é preciso manter a coluna ereta, a mente aberta e o coração tranquilo.

A análise da complexidade da situação será um trabalho meticuloso, contínuo e cumulativo, cuja qualidade será incrementada se houver capacidade para compartilhar os resultados, se tempo for dedicado para ouvir e atenção dispensada para olhar e ver.

As soluções exigirão o desenho de novos projetos e a elaboração de novas estratégias de construção, trabalho a ser feito por muitas cabeças e mãos.

Para que o futuro se coloque como possibilidade de construção será preciso desgrudar do passado, abrir-se para novas possibilidades, imaginar o inédito, tecer redes, construir alianças, colar o que quebrou e cimentar o que trincou. O futuro é inédito, não existe ainda, e pode ser engravidado pela utopia daqueles que lutam para construir socialmente aquilo que ainda não existe.

*Clemente Ganz Lúcio é diretor técnico do Dieese

Rádio Peão Brasil

Lucro de bancos é maior que gasto com Bolsa Família 

 

Em meio 2018, ganhos das 5 famílias banqueiras vão superar os R$ 30 bilhões do programa.

Por Gilberto Menezes Côrtes, do JB

  
Segundo maior banco privado do país, o Bradesco, fundado por Amador Aguiar, em 1943, divulgou ontem lucro líquido recorrente de R$ 5,161 bilhões no segundo trimestre, aumento de 9,7% sobre igual período de 2017. Somando os R$ 5,102 bilhões do primeiro trimestre, o lucro acumulado no ano chega a R$ 10,263 bilhões, também com aumento de 9,7% sobre os R$ 9,3 bilhões do primeiro semestre de 2017, um retorno de 18,5% sobre o patrimônio líquido. 

Com os R$ 3,025 bilhões auferidos pelo Santander Brasil no segundo trimestre, os dois bancos privados que já divulgaram resultados do segundo trimestre somam ganhos líquidos de R$ 8,186 bilhões no período. O ItaúUnibanco, maior e mais rentável banco do país, divulga o balanço segunda- -feira, após o fechamento dos mercados no Brasil e nos Estados Unidos. No primeiro trimestre, os 22 maiores bancos acumularam lucros de R$ 20,8 bilhões. Agregando os R$ 8,186 bilhões de Bradesco e Santander Brasil já superam os R$ 29 bilhões. 

A desproporção do lucro dos bancos em tamanho e crescimento, num período em que a economia anda de lado e as vendas crescem pouco, pode ser cotejado com o resultado da AmBev, a maior companhia de bebidas do Brasil, também divulgado ontem: o lucro trimestral foi de R$ 2,317 bilhões. Ou seja, 23,4% menor que o do Santander Brasil e 55,1% inferior ao do Bradesco no período. 

Tomando por base os lucros do primeiro trimestre, quando o Itaú ganhou R$ 6,289 bilhões no primeiro trimestre, os R$ 3,.191 bilhões da CEF e os R$ 2,75 bilhões do Banco do Brasil, as estimativas de que os bancos vão ganhar R$ 18 bilhões no primeiro semestre parecem ultrapassadas. Sem contar Safra, BNB, Basa e Banrisul, e outros de capital aberto, já seriam R$ 21,5 bilhões. Os ganhos das cinco famílias que controlam os quatro maiores bancos privados do país (Setúbal, Villela e Moreira Salles, ItaúUnibanco; Aguiar, no Bradesco; Botin no Santander e Safra, idem) são o retrato da concentração de renda no país que a concentração bancária acentua. Os cinco bancos controlam mais de 75% dos créditos do país e lucram mais que o Orçamento previsto para o Bolsa Família em 2018: R$ 30 bilhões, com o reajuste de 5,67% em junho, a serem pagos a 39 milhões de famílias.


Gráficos mostram os índices de inadimplência e as receitas de prestação de serviços


Tarifas e seguros 

No caso do Bradesco, os ganhos vieram das atividades de seguros e previdência (a Bradesco Seguros, 100% controlada pelo banco, respondeu por 30,7% do ganho trimestral e 30,6% do ganho do semestre) e das tarifas bancárias. De acordo com o balanço, os ganhos com juros caíram 5,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2017 e 3,8% no semestre. Já os resultados de atividades não ligadas a juros (seguros, tarifas e receitas administrativas caíram 7,9% na comparação trimestral e cresceram 19,2% no semestre, frente a igual período de 2017. Nas tarifas, as taxas de administração de fundos cresceram 12,1% no trimestre e 10,6% no semestre. As de conta corrente cresceram 6,9% e 8% na mesma base de comparação. O índice geral de inadimplência recuou de 4,9% em junho de 2017 para 3,92%. A O maior baixa foi nas pequenas e microempresas (de 7,2% para 5,2%). Nas grandes empresas houve aumento: de 1,5% para 1,68%. 

 Fonte: JB

Em Alagoas, maiores vítimas de acidentes de trânsito no trabalho são pedestres

Em onze anos, número de notificações de acidentes de trânsito relacionados ao trabalho, em Alagoas, foi de 630

↑ Foto: Jonathan Canuto / Arquivo - Tribuna Hoje

Os pedestres de Alagoas são os que mais morrem por acidentes de trânsito relacionados ao trabalho no estado. Os dados são de um levantamento inédito realizado pelo Ministério da Saúde com os dados dos Sistemas de Informação de Agravo e Notificações (SINAN) e do de Mortalidade (SIM). O estudo apontou 10 óbitos dos trabalhadores à pé, entre os anos de 2007 e 2016. Contando com todos os tipos de transportes, Alagoas registrou 60 mortes no mesmo período. Para chegar a esta constatação, foram considerados os acidentes ocorridos quando o trabalhador tem uma função que envolve locomoção ou quando estava indo ou voltando do local de trabalho.

Em onze anos, o número de notificações de acidentes de trânsito relacionados ao trabalho, em Alagoas, foi de 630. Os anos de 2015 (66) e 2016 (212) foram os que apresentaram os maiores números de notificações para um único ano. Em 2017, os índices aumentaram 5,6% no estado, sendo registrados 224 acidentes quando comparados ao ano de 2016.

Em toda a região Nordeste, foram registradas 2.911 mortes, sendo 752 de motoristas de carros e 572 de motociclistas – as maiores vítimas. Quando falamos em acidentes, a região Nordeste foi a terceira com o maior número de registros. Foram 19.226 acidentes entre os anos de 2007 e 2016, tendo o seu pico nos de 2016 (3.058) e 2015 (2.625). Em 2017, a região teve redução de 48,2% nas notificações, com 1.584 registros quando também comprado ao ano anterior.

ACIDENTES DE TRÂNSITO RELACIONADOS AO TRABALHO NO BRASIL

No Brasil, o estudo trouxe que, oito em cada 10 acidentes de trânsito relacionados ao trabalho foram sofridos por homens. Por faixa etária, os jovens com idades entre 18 e 29 anos foram as maiores vítimas (40,1%) e quase metade desses acidentes ocorreram nos estados da região Sudeste (47,5%). Quando falamos em lesões, o Sinan registrou que 22,5% delas foram ocorridas em membros inferiores e 15,7% nos superiores. Desses acidentes, 63% evoluíram para incapacidade temporária.

O coeficiente de mortalidade, no Brasil, por acidentes de transporte relacionados ao trabalho foi de 1,5 óbito a cada 100 mil. Entre os estados, destacam-se Rondônia (4,9), Mato Grosso (4,3), Paraná (3,2) e Santa Catarina (3,1). De acordo com o Ipea, essas regiões possuem fatores que contribuem para esse destaque como maior produto interno bruto (PIB), maior concentração de riquezas, de número de veículos motorizados e de viagens refletem no maior volume de tráfego e de acidentes nesses estados.

AÇÕES DE VIGILÂNCIA E PREVENÇÃO

A partir de cooperações com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), monitoramento pela Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast) e Desenvolvimento do Projeto-vida-no-trânsito, a partir de 2010, o Ministério da Saúde tem conseguido priorizar a intervenção nos fatores de risco para acidente de trânsito, como o consumo de bebida alcoólica e velocidade inadequada para a via, além de priorizar determinados grupos de vítimas, como os motociclistas, a partir das análises de situação. Importantes avanços para a prevenção de acidentes de trânsito estão sendo obtidos no país, a partir da implementação da Política Nacional sobre o álcool, por meio do Decreto nº 6.117/2007, que contempla, entre suas diretrizes, o tema “associação álcool e trânsito”, e da alteração do Código de Trânsito Brasileiro, por meio da Lei nº 11.705 (“Lei Seca”), instituída em 2008.

Outra ação que conta com a participação do Ministério da Saúde e que tem contribuído para a conscientização da população no trânsito é o Rodovida. Os trabalhos começaram em 22 de dezembro de 2017 e foram concluídos em 18 de fevereiro deste ano, período em que foram contabilizados 2.930 feridos graves, contra 3.012 no ano anterior.

SAÚDE DO TRABALHADOR

A Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) foi criada em 2002, pela Portaria 1.679, com objetivo de disseminar ações de saúde do trabalhador, articuladas às demais redes do Sistema Único de Saúde. Fazem parte desta Rede os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), que têm como objetivo realizar apoio para o desenvolvimento das ações de saúde do trabalhador em todos os níveis de atenção, bem como executar ações de fiscalização, investigação e análise de causalidade entre o trabalho e o adoecimento. No Brasil, atualmente existem 214 centros habilitados, sendo 27 estaduais e 187 regionais.

Em 2012, a fim de fortalecer as ações em saúde do trabalhador, o Ministério da Saúde publicou a Portaria 1.823, com ênfase na Atenção Integral à saúde, na Vigilância, na Promoção e Proteção da saúde do trabalhador e na Redução da morbimortalidade, a partir da análise dos modelos de desenvolvimento e processos produtivos.

Fonte: Assessoria

Blocão faz anúncio de apoio a Alckmin sem consenso para vice do tucano

Alckmin passou esta quarta em reuniões fechadas com dirigentes partidários e aliados

↑ Geraldo Alckmin (Foto: Reprodução)

O blocão —formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade— vai anunciar formalmente na manhã de quinta-feira o apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, sem consenso sobre quem será o vice na chapa após o empresário Josué Gomes, do PR, resistir a aceitar a indicação.

Josué Gomes foi colocado como o nome preferencial do grupo para ser companheiro de chapa de Alckmin na quinta-feira da semana passada, logo após o blocão ter desistido de apoiar o pedetista Ciro Gomes. Com a provável desistência do empresário, não há até o momento um nome que seja consenso dentro do grupo.

“Não teria um nome de consenso. Por enquanto são só ideias”, disse à Reuters o presidente do PRB, Marcos Pereira.

Seu partido veta uma das alternativas que mais agradaria Alckmin, o nome do ex-ministro da Educação Mendonça Filho, do DEM. Pereira diz que mais um espaço para o DEM, nessa magnitude, desequilibraria o acordo do blocão, uma vez que o partido já tem a promessa da manutenção de Rodrigo Maia na presidência da Câmara dos Deputados por mais um período de dois anos.

“Não vejo um candidato do DEM como uma boa alternativa. Seria muita coisa”, disse Pereira. “Se não for o Josué ainda temos que discutir isso internamente.”

Embora Josué tenha sido colocado a Alckmin como o nome de consenso do blocão, o grupo não havia consultado o empresário —que estava no exterior quando o acordo foi feito—, e só fez isso depois do acordo com o PSDB estar fechado.

“A gente fez a consulta no tempo certo. Não tinha porque oferecer a ele a vice sem ter o acordo fechado”, defendeu o líder do PR na Câmara, José Rocha.

O empresário se reuniu com o tucano na segunda-feira e deu sinais de que não iria aceitar a vaga. Ele se disse grato com a indicação, mas ressalvou para Alckmin ficar livre para encontrar um novo nome para colega de chapa, segundo relatos obtidos pela Reuters.

Desde então, aliados de Alckmin e do próprio grupo trabalham em duas frentes políticas: ainda tentar convencer Josué a aceitar a escolha de vice por ser o único nome de consenso do blocão e, ao mesmo tempo, encontrar um outro nome para a vaga.

Alckmin passou esta quarta-feira em reuniões fechadas com dirigentes partidários e aliados políticos em Brasília.

Outro dirigente que esteve com Alckmin, o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira, foi questionado pela Reuters sobre se Mendonça Filho poderia ser um nome de consenso para vice do tucano, mas respondeu apenas: “Meu candidato é o Josué.”

O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Rodrigo Garcia (SP), preferiu se esquivar de polêmica. Disse que Josué Gomes não deu uma resposta definitiva e, se ele declinar, um novo nome “vai ser decidido em comum acordo com o bloco de partidos” que apoiam Alckmin.

Segundo o líder do PR, Josué deveria dar uma resposta definitiva “entre hoje (quarta) e amanhã (quinta)”, para o bloco, que pretende chegar no anúncio oficial do acordo com o PSDB pelo menos sabendo se terá ou não que procurar outro vice.

O jornal Folha de S.Paulo publicou nesta quinta artigo do empresário no qual ele diz que Alckmin é o nome certo para liderar o país diante dos desafios que o Brasil enfrenta, mas não menciona a possível candidatura a vice.

A rigor, ainda há tempo para a escolha. Alckmin só vai formalizar a sua candidatura em 4 de agosto na convenção do PSDB e os partidos têm até o dia 5 para fazerem suas respectivas convenções nacionais a fim de escolher suas alianças.

O registro de candidatura, contudo, só precisa ser feito até o dia 15 de agosto. Até o momento, o tucano tem formalizada a aliança do PTB e vê como certo o apoio de PSD, PPS e PV. Com o apoio dos partidos do blocão, deverá ser o presidenciável com maior tempo de rádio e TV no primeiro turno.

Antes de toda essa movimentação, pesquisa CNI/Ibope no mês passado mostrou Alckmin com apenas de 4 a 6 por cento das intenções de voto para presidente.

Fonte: Reuters

‘Lula defende recriação de Ministério da Ciência e Tecnologia’

Na SBPC, petista foi representado pelo ex-ministro, Sérgio Resende, que apresentou suas propostas para a comunidade científica

↑ Sérgio Resende representou o ex-presidente Lula no evento que trata sobre ciência na Universidade (Foto: Edilson Omena)

Teve início na quarta-feira (25), na 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, sessões especiais com os candidatos à Presidência da República. O primeiro a apresentar suas propostas para a promoção do desenvolvimento científico no país foi o ex-presidente Lula (PT). Por estar preso, foi representado por Rafael Resende, ex-ministro de Ciência e Tecnologia (C&T) em seus governos.

Com o auditório da Reitoria lotado, Rafael Resende expôs as ações de Lula em C&T quando governou o Brasil e apresentou quatro propostas caso seja eleito em outubro.

As quatro propostas foram: Recriação do Ministério de C&T, hoje vinculado ao das Comunicações; Projeto de Lei que proíbe o contingenciamento de fundos formados por receitas de contribuições para a Ciência e Tecnologia; Alocação do Fundo Setorial do Petróleo ao Fundo Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), como anteriormente; e elaborar, em conjunto com a comunidade científica e tecnológica, e implantar no primeiro ano de governo, o II Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Informática, com contínua ampliação de recursos.

“Para mim é um orgulho muito grande representar Lula num espaço como esse, mas faço isso com enorme tristeza porque queria que ele estivesse aqui. Não me conformo com o fato do melhor presidente que o Brasil já teve estar na prisão atualmente. Isso é resultado de uma situação surreal que o Brasil vive. A mídia servindo a interesses do sistema financeiro e a Justiça articulada com isso faz que a gente tenha uma situação extremamente injusta”, diz o ex-ministro à Tribuna.

Sérgio Resende: ‘Lula foi o primeiro a responder à SBPC e, de pronto, mandou representante’ (Foto: Edilson Omena)

Ele garantiu que Lula defende uma política de Estado para a área.

“É preciso política de Estado, com continuidade, em C&T. Temos exemplos históricos de como essa continuidade gera frutos. Um deles é a Embraer, que este governo golpista quer vender. Quando ela foi fundada ninguém acreditava que daria certo, mas hoje concorre com grandes empresas internacionais. Recentemente, seu presidente disse que a venda à Boeing daria ‘robustez’ à Embraer. Vai dar para a Boeing. Isso sim”, afirma.

HADDAD VICE?

Durante sua explanação, o ex-ministro deixou a entender que Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, seria o vice de Lula. Ele disse: ‘Se Lula for eleito, junto ao Haddad, vai aprofundar investimentos”.

Questionado pela reportagem se Haddad seria o vice de Lula, ele respondeu: “Não posso responder isso. Muita gente tem perguntado, e nem Lula respondeu a isso. Mas sabemos que a probabilidade maior é que seja ou Fernando Haddad ou Jaques Wagner [ex-governador da Bahia]. É o natural porque são os políticos do PT mais próximos dele e que têm experiência para isso. Então, estamos acreditando que será um dos dois. E quem vier vai ser bom. Não tenha dúvida”.

CRITÉRIOS

Segundo Ildeu de Castro Moreira, presidente da SBPC, os critérios para a participação dos candidatos – ou pré – na Reunião da entidade obedeceram à posição numa pesquisa de intenção de votos do Datafolha de junho. Devido ao tempo limitado, os três melhores colocados foram convidados e,  na medida em que, foram desistindo ou não dando resposta, os colocados subsequentes foram chamados.

“Lula foi o primeiro a responder e de pronto mandou representante”, comenta Sérgio Resende à Tribuna.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

Júnior Tigre/Blog do Tinho2a5f105d bf9d 46d4 8cd5 028ba4370260JHC

Como anunciado pelo Deputado Federal João Henrique Caldas JHC (PSB), durante a Audiência pública realizada em Maceió, que contou com mais de dois mil Professores, uma das medidas que estavam sendo tomadas para garantir a destinação correta dos precatórios, com o apoio do congressista João Caldas, presidente do PSC em Alagoas, era o ingresso da ADPF 528 (Descumprimento de Preceito Fundamental).

A ação, do Partido Social Cristão (PSC), com a colaboração dos argumentos e discussões extraídos da Comissão de Fiscalização do FUNDEF coordenados por JHC (PSB), questiona, no Supremo Tribunal Federal (STF), ato do Tribunal de Contas da União (TCU) que desobrigou estados e municípios de destinarem percentual mínimo (60%) de recursos complementados pela União, para pagamento de profissionais do magistério.

As verbas decorrem de erro de cálculo no repasse do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) reconhecido judicialmente. A questão é tema da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 528, distribuída ao ministro Alexandre de Moraes.

O PSC explica que vários entes federados acionaram o Poder Judiciário para obter a reparação de um erro no cálculo do valor do Fundef – atual Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) – referente ao período de 1998 a 2006. A Justiça condenou a União a repassar a diferença aos estados e municípios que ingressaram em juízo, mediante o pagamento de precatórios. A matéria também foi submetida ao STF no julgamento das Ações Cíveis Originárias (ACOs) 648, 660, 669 e 700, quando foi decidido que a complementação da União ao fundo deve ser calculada com base no valor mínimo nacional por aluno extraído da média nacional.

Em agosto de 2017, o Plenário do TCU assentou que, embora os recursos recebidos a título de complementação devessem permanecer com aplicação vinculada à educação, não deveria persistir com relação a estas verbas a destinação de 60% para pagamento dos profissionais do magistério da educação básica, pois tal destinação poderia resultar “em graves implicações futuras quando exauridos tais recursos”. Ainda em dezembro do ano passado, lembra o partido, o presidente do TCU concedeu medida cautelar determinando que os recursos provenientes da diferença do Fundef/Fundeb fossem aplicados exclusivamente em ações de manutenção e desenvolvimento do ensino para educação básica pública, sob pena de responsabilidade dos gestores públicos.

Para a legenda, assim como aponta o Deputado JHC, a deliberação do TCU resulta em violação do direito fundamental à educação, à valorização dos profissionais da educação escolar e ao piso salarial profissional nacional, além de afrontar o objetivo constitucional de diminuir desigualdades sociais e regionais. Sustenta ainda que o ato questionado fere o artigo 60, inciso XII, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), ao desobrigar gestores públicos de cumprir a vinculação do mínimo de 60% dos valores para o pagamento de professores. “O acórdão do TCU extrapolou sua competência ao modificar a destinação constituição e legal dos recursos do Fundeb/Fundef” afirma o PSC.

O partido pede a concessão de liminar para suspender o ato questionado até o julgamento do mérito da ADPF, quando espera que o Supremo anule, com eficácia geral e efeito vinculante, a parte questionada do acórdão do TCU.

 

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@BlogdoTinho

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Minha Casa, Minha vida Entidades: Globo ignora projetos bem-sucedidos

 

"As entidades e movimentos acima têm mais de 30 anos de experiência na construção de moradias por meio da autogestão, em que a família participante tem voz ativa em todo o processo de produção da moradia", afirma trecho de nota assinado por movimentos de moradia crítica à reportagem veiculada na rede Globo, na segunda-feira (19). O ataque foi contra o programa Minha Casa, Minha Vida Entidades. As entidades não foram ouvidas pela emissora.

  
Confira a nota na íntegra:

Movimentos repudiam ataques e criminalização do MCMV-Entidades pela Rede Globo

Na noite desta segunda-feira (16/7), o Jornal Nacional, da Rede Globo, exibiu reportagem extremamente superficial sobre o Minha Casa Minha Vida-Entidades (MCMV-E) com ataques ao programa a partir de um denuncismo vazio, abordando um caso de famílias que teriam investido recursos e não receberam a unidade habitacional, sem apresentar as causas do problema. A partir de um único caso de empreendimento apresentado e sequer contratado por uma das 1.861 entidades habilitadas no Ministério das Cidades, a reportagem desqualifica todo o programa. A Rede Globo, na sua tradição golpista e manipuladora, não apresentou nenhum caso bem sucedido, dentre os tantos desenvolvidos com financiamento do programa.

A reportagem ainda acrescenta que, nos últimos nove anos, sob coordenação das entidades, foram construídas pouco mais de 72 mil unidades contra mais de 1 milhão e 700 mil por empresas. Novamente, omite as causas da discrepância, uma vez que o governo determinou que mais de 97% dos recursos orçamentários são destinados para a modalidade de contratação de construtoras, e apenas 3% dos recursos para o MCMV-Entidades. 

A União Nacional por Moradia Popular (UNMP), a Central dos Movimentos Populares (CMP), a Confederação Nacional de Associações de Moradores (CONAM), o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e o Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM) repudiam veementemente mais esse ataque aos movimentos e associações que historicamente lutam pelo direito à moradia, e exigem retratação da Rede Globo. A reportagem induz o telespectador a entender o MCMV-E como ineficaz, sem sequer ouvir as organizações que participam do programa. É claro o interesse de defender a execução pelo mercado, uma vez que também omite informações sobre os problemas relacionados à atuação das construtoras, que entregam apartamentos de pior qualidade. Além disso, o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, faz uma infeliz declaração ao condenar as cobranças de forma generalizada, pois sabe que a contrapartida é prevista na regulamentação do programa e as entidades, para obter a liberação de recurso da Caixa Econômica Federal para executar a obra, têm grandes gastos com a elaboração de projetos e todo trâmite burocrático que precede a seleção. Também podemos destacar toda fiscalização e controle dos projetos por parte da CAIXA e MCidades que muitas vezes chegam a cobrar da entidades coisas que não cobram do mercado.

As contratações do MCMV-Entidades estão praticamente paralisadas desde 2016. Os movimentos exigem a retomada dos investimentos no MCMV-E, com contratação de 100 mil unidades por ano. Após muita luta, um novo processo de seleção foi anunciado pelo Ministério, em julho, de apenas 10 mil unidades, número muito aquém, inclusive, das 30 mil previstas na proposta orçamentária de 2018 e de 2017. 

As entidades e movimentos acima têm mais de 30 anos de experiência na construção de moradias por meio da autogestão, em que a família participante tem voz ativa em todo o processo de produção da moradia. Já atuamos em programas habitacionais de diversos estados e municípios e do governo federal, com resultados exitosos, reconhecidos e replicados. Consideramos de extrema importância também ver essas experiencias retratadas em mídia nacional.

Seguimos também na luta pela aprovação de uma Lei Nacional da Autogestão e que programas como o Minha Casa Minha Vida Entidades se tornem política permanente. Dessa maneira o direito à moradia será efetivado com a garantia de participação popular.

Aberto novo período para saque do abono salarial ano-base 2016

ECONOMIA

Por Simone Sampaio - ASCOM Ministério do Trabalho  0

 

Trabalhadores poderão retirar o dinheiro de 26 de julho a 30 de dezembro; quase 2 milhões de trabalhadores não sacaram o benefício, e o valor disponível chega a R$ 1,44 bi

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) autorizou na quarta-feira (11) a abertura de novo período para pagamento do abono salarial ano-base 2016. O prazo terminou em 29 de junho. Com a prorrogação, os trabalhadores poderão retirar o dinheiro a partir de 26 de julho até 30 de dezembro. Vale lembrar que o pagamento do benefício referente ao ano-base 2017 também começará a ser pago no dia 26 de julho.

Quase 2 milhões de trabalhadores não sacaram o benefício, o que corresponde a 7,97% do total de pessoas com direito ao recurso. O valor ainda disponível chega a R$ 1,44 bilhão. Este é o terceiro ano consecutivo em que ocorre prorrogação. No ano passado, essa mesma medida foi tomada. O estabelecimento de novo prazo atende um pedido dos representantes dos trabalhadores no Codefat.

O valor que cada trabalhador tem para sacar depende de quanto tempo ele trabalhou formalmente em 2016. Quem trabalhou o ano todo recebe o valor cheio, que equivale a um salário mínimo (R$ 954). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é R$ 80. 

Direito - Tem direito ao abono salarial ano-base 2016 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos; trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2016 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos; e teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Os trabalhadores da iniciativa privada devem procurar a Caixa. A consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou no telefone 0800-726 02 07. Para os servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet e pelo telefone 0800-729 00 01.
 

 

Convenções para escolha dos candidatos a presidente começam nesta sexta (20)

Partidos têm que se reunir até o dia 5 de agosto para definir os nomes

↑ (Imagem ilustrativa)

Ainda com o cenário das coligações indefinido, os partidos políticos iniciam nesta sexta-feira (20) as convenções nacionais que vão decidir os candidatos à Presidência da República, nas eleições de outubro. Os nomes dos candidatos a presidente e a vice têm que ser aprovados nas convenções até 5 de agosto e registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto.

Neste momento, há 18 pré-candidatos, mas esse número já foi superior a 20 – alguns desistiram no meio do caminho, outros foram barrados pelos partidos políticos. O total de candidatos poderá ser menor, já que alguns partidos, como o DEM, o SD e o PCdoB, estão sendo provocados a desistir da candidatura própria para apoiar chapas mais competitivas.

O quadro de indefinição, segundo o cientista político Leonardo Barreto, se deve a fatores diversos, começando pelo fato de o Palácio do Planalto não estar influenciando o processo eleitoral. “Quando o Executivo está forte, tentando a reeleição ou fazer o sucessor, a tendência é que a coligação governista seja reproduzida, a oposição se organize e até surja a terceira via. Neste ano, o governo não tem um candidato forte nem colocou peso no candidato da oposição. Isso levou à pulverização de candidaturas”, argumentou.

Neste cenário com vários candidatos, avaliou Barreto, até agora nenhum nome empolgou nem se apresentou como favorito, o que cria dificuldades para os partidos se posicionarem, pois todos querem apostar em alguém com chances de vitória. Além disso, os partidos querem ter claro o papel que exercerão no futuro governo. “Todos esses fatores levam ao quadro de barata voa nas convenções”, afirmou.

ARTICULAÇÕES

Três partidos – PDT, PSC e PCB – têm reuniões marcadas para esta quinta-feira. Em Brasília, os convencionais do PDT e do PSC vão decidir se confirmam as candidaturas de Ciro Gomes e Paulo Rabello de Castro, respectivamente. Ciro e Rabello ainda não têm nomes para vice. O PCB se reunirá no Rio de Janeiro, mas não terá candidato próprio na eleição presidencial de outubro.

Amanhã, será o dia de PSOL, PMN e Avante realizarem suas convenções. PMN e Avante tendem a não ter candidaturas próprias, enquanto o PSOL deve confirmar a chapa Guilherme Boulos e Sônia Guajajara. Domingo (22), o PSL se reúne no Rio de Janeiro para debater a candidatura do deputado Jair Bolsonaro, as alianças possíveis e o nome do vice.

Conforme Barreto, a partir das convenções, as articulações políticas para formação das alianças nacionais deverão se afunilar, com vantagem para os maiores partidos que têm “mais meios de troca”. Ou seja, as negociações vão levar em conta o tempo de televisão que pode ser agregado nas disputas estaduais, os recursos para financiamento das campanhas, as bancadas de deputados federais e estaduais e o total de prefeitos, que são cabos eleitorais decisivos nas eleições.

 

Fonte: Agência Brasil

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