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Segunda, 09 Setembro 2019 14:47

negociações para votar reforma da Previdência

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negociações para votar reforma da Previdência

Pelo regimento, o texto precisa passar por cinco sessões de discussão no plenário antes de ser votada em primeiro turno. Mas um acordo entre líderes da base, do centro e da oposição poderia reduzir esse prazo

↑ Plenário do Senado (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Depois de mais de dois anos de articulações, a reforma da Previdência, finalmente foi analisada e aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados e ganhar fôlego no Senado, onde, com um número menor de parlamentares (81 contra 513 na Câmara), a expectativa é de um trâmite mais rápido.

O texto aprovado pelos deputados passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e uma votação, na próxima semana, tem o apoio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Ele espera firmar os acordos necessários com as lideranças partidárias e de bancadas para acelerar os prazos.

Pelo regimento, o texto precisa passar por cinco sessões de discussão no plenário antes de ser votada em primeiro turno. Mas um acordo entre líderes da base, do centro e da oposição poderia reduzir esse prazo.

“Estamos em processo de diálogo. Eu falei, desde a primeira vez que me perguntaram, que eu ia tentar construir um acordo, falar com os líderes. Então estou tentando convencê-los a votar na semana que vem”, disse Alcolumbre na última quinta-feira (5).

O acordo de líderes a ser tentado por Alcolumbre precisa ter a anuência também da oposição. E, segundo o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (REDE-AP), o acordo para abreviar a votação não será fechado.

“Não aceitamos atalhos em um tema tão sensível aos direitos do povo, em retirar direitos do povo. Não tem acordo com os líderes da oposição para abreviar ritos de procedimentos. Para nós, a proposta de emenda constitucional vai ser votada no tempo que tiver que ser votada, cumprindo todos os prazos regimentais”, disse Randolfe.

Caso o acordo não seja possível, o prazo de cinco sessões de discussão antes da votação deverá ser cumprido. Em todo caso, a votação em segundo turno está marcada para 10 de outubro. O presidente do Senado está otimista quanto à aprovação no próximo mês. “Nosso prazo é ainda o que estabelecemos no acordo, que é de votar em 10 de outubro a PEC número 6 e marcarmos uma sessão para promulgarmos”, disse Alcolumbre.

Para esta terça-feira (10), está marcada uma sessão temática para discutir a Previdência. A sessão será realizada no plenário da Casa do Senado e está prevista a participação secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, e do ex-ministro da Previdência Social, Ricardo Berzoini.

PEC Paralela

Durante votação do relatório da reforma, produzido por Tasso Jereissati (PSDB-CE), foram votadas oito sugestões de emendas, apenas uma foi aprovada. A emenda de autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM) estipula que pensionistas não podem receber valor inferior a um salário-mínimo.

As demais emendas foram rejeitadas. Elas previam queda de receita para a União, conforme argumentou o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE). No intuito de atender demandas consideradas meritórias, Jereissati propôs a criação de uma nova proposta de emenda à Constituição, uma espécie de emenda paralela, que traz pontos não incluídos na PEC original. A ideia é, principalmente, não fazer mudanças que obrigassem a proposta original a voltar para a Câmara.

O carro-chefe da PEC paralela é a possibilidade de incluir servidores estaduais e municipais na reforma da previdência. Mas ela também traz outras questões, como o fim das renúncias fiscais para entidades filantrópicas e regras mais brandas de aposentadoria para policiais, bombeiros, agentes prisionais, guardas municipais e outras carreiras ligadas à segurança pública.

Rito

A PEC paralela já existe formalmente e tem número 133/2019, mas precisa ser lida em plenário por Alcolumbre. Em seguida, ela retorna à CCJ, onde foi criada, e ganhará um relator. Jereissati, por estar inteirado de seu teor, fará a relatoria. A partir daí, ele poderá convocar audiências públicas, além de conversar com setores da sociedade.

O senador tucano adiantou que aguardará uma semana pelas sugestões de emendas e também para ouvir e debater com a sociedade em audiências públicas. Em seguida, apresentará seu relatório à presidente da comissão, Simone Tebet (MDB-MS). Após a leitura do parecer, é concedida vista coletiva de, ao menos, por cinco dias úteis. Em seguida, o relatório é votado na comissão.

Independentemente do relatório ser aprovado ou não na CCJ, ele irá para votação no plenário. Nesse caso, o veredito da comissão é apenas um balizador para o plenário. No plenário, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos por 3/5 do total de senadores.

A proposta precisa de, pelo menos, 49 votos. Aprovada em dois turnos, ela segue para a Câmara dos Deputados. Lá, também passará pela CCJ da casa – e, nesse caso, a aprovação do relatório é necessária para assegurar o prosseguimento da proposta – e por uma comissão especial antes de ir para votação em plenário.

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Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro mudou comando da PF no Rio para brecar investigação sobre milícias

Inquérito chegou ao conhecimento do presidente há dois meses

Aparece o verdadeiro motivo da crise entre Jair Bolsonaro (PSL) e o comando da PF no Rio, que teria levado à exoneração do delegado Ricardo Saad: um inquérito sobre as milícias e a lavagem de dinheiro. Há dois meses o inquérito chegou ao conhecimento de Bolsonaro, que teria ficado furioso. A crise ainda poder levar à queda do diretor-geral do órgão, Maurício Valeixo. A informação é do jornalista André Guilherme Vieira, no Valor Econômico.

“A PF chegou aos milicianos ao descobrir que um grupo estaria achacando doleiros investigados por lavagem de dinheiro. Apesar de mantida sob discrição, a notícia sobre a investigação teria sido transmitida ao Palácio do Planalto por policiais federais próximos de Bolsonaro”, informou o jornalista.

A notícia acendeu o sinal vermelho no clã. As relações entre os Bolsonaro e o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do “Escritório do Crime”, no Rio, são antigas e conhecidas. Sua ex-mulher e mãe trabalharam no gabinete da Assembleia Legislativa do hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).  A mãe do miliciano participava do esquema de “rachadinha” de funcionários, coordenada pelo ex-assessor Fabrício Queiroz.

Informado sobre o perfil técnico de Ricardo Saadi – que é especialista no combate a crimes financeiros e organizações criminosas –, Bolsonaro passou a dizer publicamente que o superintendente precisava ser trocado por “problemas de produtividade”. Saadi terminou exonerado no dia 30 de agosto.

A saída de Ricardo Saadi da PF do Rio marcou o início da crise do ministro Sergio Moro. A iniciativa para deixar a base fluminense da corporação foi do próprio Saadi. Mas acabou antecipada em ao menos quatro meses por decisão de Bolsonaro, alarmado com o rumo das investigações.

 

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Fonte: Brasil 247

Trabalhadores da Equatorial voltam a protestar por demissões em massa na empresa

Vice-presidente dos Urbanitários, Dafne Orion, relata o temor pela saúde emocional e acidentes de trabalho com morte por terceirizados inexperientes

↑ Servidores protestam em frente à sede da Equatorial em Maceió contra demissões em massa (Foto: Sandro Lima)

O pesadelo de entrar para a estatística crescente do número de desempregados no Brasil tem tirado a paz dos trabalhadores da Equatorial Energia em Alagoas, a antiga CEAL, privatizada no ano passado. Para protestar contra a situação, o Sindicato dos Urbanitários de Alagoas reuniu na manhã desta sexta-feira (30) dezenas de servidores em frente à sede da empresa em Maceió para reivindicar o fim da demissão em massa.

A vice-presidente dos Urbanitários, Dafne Orion, relata que já ocorreram cerca de 500 desligamentos desde o início da nova gestão. “Houve 300 desligamentos voluntários, que eram trabalhadores aposentados e perto de se aposentar. Ou eles se desligavam ou eram demitidos de toda forma. E as demissões sem justa causa já chegam a 200”, afirmou.

A maior preocupação do Sindicato é com a saúde e os riscos que os trabalhadores que estão atuando em campo estão correndo. “Os trabalhadores que continuam atuando trabalham sob tensão, com receio de sair à campo, e na volta ser demitido. Ninguém mais tem estabilidade e isso afeta a saúde emocional dos trabalhadores. Por outro lado, os terceirizados que estão sendo contratados como eletricistas não possuem experiência e trabalhar com energia elétrica é um risco muito grande. Tememos por mortes em acidentes de trabalho”, ressaltou Dafne Orion.

Dafne Orion relata a preocupação com a saúde emocional dos servidores em risco de demissão (Foto: Sandro Lima)

A vice-presidente afirma ainda que os terceirizados, além de não terem experiência para atuar em campo, ainda são pressionados a bater metas. “O que são as metas? É quando a empresa manda a equipe sair para realizar 35 cortes de energia, e a equipe só pode voltar para a empresa depois de realizar os 35 cortes. Caso contrário, pode sofrer retaliação. Quando questionamos o porquê de substituir servidores experientes por terceirizados, eles alegam que a empresa não tem quadro de eletricistas, que são os profissionais mais importantes para uma empresa de energia”.

Nestor Powell, presidente do Sindicato dos Urbanitários, afirmou que a substituição de trabalhadores experientes por terceirizados têm refletido na qualidade do serviço presdtado pela Equatorial.

“São pessoas concursadas e qualificadas sendo substituídas por terceirizadas. Isso já está sendo refletido na qualidade do serviço. A população já percebe isso. Não acreditamos que com diminuição de quadro, a qualidade do serviço irá melhorar. Isso é incompatível. O discurso não casa com a prática”, afirma. “Estamos tentando colocar para a empresa que queremos sentar com ela e discutir uma reestruturação sem demissões”, completa Nestor Powell.

Ainda de acordo com o presidente do Sindicato dos Urbanitários, a cláusula do acordo coletivo da categoria que vetava as demissões em massa foi retirada das negociações.

“Com a reforma trabalhista, que flexibilizou tudo, o a cláusula do acordo coletivo que não permitia demissões em massa foi retirada na última negociação. Justamente para isso, ter a liberdade para diminuir o quadro”, relata Nestor Powell.

Em contato com a Equatorial, o Portal Tribuna Hoje recebeu nota. Leia na íntegra:

Nota de esclarecimento

A Equatorial Energia Alagoas esclarece que a empresa foi privatizada recentemente, herdando uma dívida de mais de R$ 1.8 bilhões de reais, com sucessivos prejuízos e uma prestação de serviço precária. Neste momento, a distribuidora encontra-se em processo de reestruturação.

A empresa realizou o Programa de Demissão Voluntária, onde os que julgaram ser o momento, aderiram ao PDV. O quadro de colaboradores da distribuidora está sendo adequado ao modelo de gestão do Grupo Equatorial Energia.

A concessionária mantém relacionamento institucional respeitoso com todos os órgãos de representação de classe, entidades públicas e poderes constituídos, prezando pela observância da legislação trabalhista.

A Companhia ainda ratifica o compromisso da empresa com o estado e já apresentou o plano de investimentos da companhia até 2020, onde busca a melhoria no fornecimento de energia elétrica e atendimento, para satisfação dos clientes.

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Fonte: Thayanne Magalhães

 
 
PRF determina suspensão e recolhimento de radares móveis

Ordem ocorre após determinação da Presidência ser publicada no DOU
Por: Agência Brasil  
 
 Foto: PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) determinou hoje (15) que “todos os gestores e servidores” suspendam o uso e recolham “equipamentos medidores de velocidade estáticos, móveis e portáteis”. Em nota encaminhada à imprensa, a PRF informa que a determinação vale até que o Ministério da Infraestrutura conclua a reavaliação da regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade em vias públicas.

A determinação ocorre no mesmo dia em que um despacho do presidente Jair Bolsonaro, com o mesmo teor, foi publicado no Diário Oficial da União.

Conforme o comunicado da PRF, estão revogados atos administrativos sobre a atividade de fiscalização eletrônica de velocidade em rodovias e estradas federais. Os policiais rodoviários também deverão rever normas internas sobre a atividade de fiscalização de trânsito quando a cargo da PRF.

A direção da PRF pede que sejam “adotadas as providências para a proposição de nova regulamentação” a cargo do Ministério da Infraestrutura.

 

Polícia Civil discute melhorias na segurança na região do Sertão de Alagoas

 
PC ALRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueDelegado Cícero Lima em reunião com delegados, agentes e escrivães da área do Sertão.

Delegados e policiais civis (agentes e escrivães) do Sertão alagoano estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira (8) para discutir estratégias objetivando melhorar ainda mais o trabalho realizado pela instituição na região.

O encontro convocado pelo delegado Cícero Lima, gerente de Polícia Judiciária da Região 4 (GPJ4), aconteceu na sede da PC, no bairro de Jacarecica.

Na reunião foram debatidas formas de aumentar o número de esclarecimentos dos inquéritos policiais sobre homicídios apontando a autoria.

“Nossa região tem um índice relativamente baixo de assassinatos. E isso é um fator que no dá condições de elucidar em maior número esses crimes”, disse Cícero Lima.

Durante o encontro, o setor de estatística apresentou dados relativos ao trabalho feito pelas delegacias localizadas na região sertaneja, solicitando que o desempenho, no que tange ao municiamento do novo sistema (Procedimento Policial Eletrônico), seja melhorado.

Trabalhadores dos Correios podem entrar em greve nesta quarta (31) após assembleia

Em Alagoas são mais de 650 servidores que querem 6% de reajuste salarial

↑ Trabalhadores dos Correios em Alagoas avaliam a possibilidade de greve em defesa do reajuste salarial (Foto: Sandro Lima/arquivo)

Os trabalhadores dos Correios podem entrar em greve na noite desta quarta-feira (31), após assembleias serem realizadas em todo o país para avaliar o resultado de uma audiência de negociação que vai ocorrer no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Os servidores querem 6% de reajuste salarial, mas a empresa propôs 0,8% e corte em benefícios contidos no acordo coletivo da categoria.

“Vamos ter uma assembleia amanha [quarta] à noite. No período da tarde vai ter uma audiência no TST e possivelmente será apresentada uma proposta para a gente discutir se aceita ou não. Rejeitando, provavelmente será decretada greve”, explica Altannes Holanda, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos (Sintect) em Alagoas.

Segundo ele, os Correios em Alagoas possuem pouco mais de 960 trabalhadores. Desses, entre 550 e 600 atuam na rua, na entrega de mercadorias. Questionado se todos param numa possível greve, o dirigente do Sintect enfatiza que só os que atuam nas entregas.

“Tem o percentual que a Justiça impõe para trabalhar, mas aí fica o pessoal da área administrativa que, geralmente, não adere ao movimento”, comenta Altannes Holanda.

Cerca de 200 mil objetos por dia – cartas, pacotes, entregas em geral – são distribuídos pelos Correios em Alagoas, de acordo com o diretor do Sintect.

A assembleia do Sintect será realizada na sede da entidade, no bairro do Prado, em Maceió.

FENTECT

Altannes Holanda pondera sobre a possibilidade de greve da categoria, mas a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) já anunciou que os servidores do Correios vão mesmo cruzar os braços a partir desta quarta-feira, mesmo sem fechar o canal para o diálogo com os diretores da estatal.

A direção dos Correios já foi, inclusive, informada oficialmente de que haverá a greve.

De acordo com o ofício enviado pela Fentect ao presidente dos Correios, General Floriano Peixoto Vieira Neto, os motivos da greve são as “reivindicações não atendidas pela empresa na mesa de negociação” e por “reajuste salarial e contra a retirada de direitos históricos da categoria”.

Os Correios estão na mira do ministro da Economia Paulo Guedes para ser privatizado, mas por enquanto isso está em stand by, já que a prioridade número 1 é a reforma da Previdência. Assim que o tema sair do Congresso, a venda da estatal deve voltar ao centro das discussões governamentais.

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Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

Assassino de idoso teria usado nome falso e companheira que estava no momento do crime é identificada pela Polícia

 
Reprodução/ Redes SociaisRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) investiga o bárbaro crime que vitimou o idoso Gildo Maximino de Carvalho, popularmente conhecido como: ''Gildo do Rádio'', 72 anos, na madrugada de quinta-feira (25) em Olho d´Água das Flores, Sertão de Alagoas. Embora o acusado que inicialmente teria sido identificado como: ''Alex'' não tenha sido preso ainda. A Polícia tem avançado em relação as informações sobre o acusado e obteve a verdadeira identidade dele, trata-se de: José Antônio de Jesus Silva, de 29 anos. Ele é o responsável por uma tentativa de homicídio na cidade de Itupeva, no interior de São Paulo, no ano de 2015, contra sua então companheira. Além desse crime, ele também é acusado executar em 2017 uma outra mulher com quem convivia. José Antônio é natural do município de Senador Rui Palmeira.

''Alex'' seria o nome falso que o mesmo teria adotado para usar em Alagoas. Uma investigação realizada pelo serviço de inteligência do 7° Batalhão de Polícia Militar, da cidade de Santana do Ipanema, constatou que a mulher que estava em companhia do assassino, quando o casal teria chegado no local do crime em um motocicleta nas imediações da Praça da Independência no centro da cidade, trata-se de: Maria Angelina da Silva, de 30 anos. Seria companheira de José Antônio, ambos encontra-se foragidos. A Delegacia de São José da Tapera, que também responde pela DP de Olho D’ Água das Flores passa a investigar o caso.

A Secretaria Municipal de Segurança Pública de Olho d´Água das Flores oferece uma recompensa no valor de R$ 5 mil reais para quem souber do paradeiro de José Antônio. Qualquer pessoa que souber do paradeiro ode denunciar anônimamente pelo Disque-Denúncia: 181 e ainda pelos números (82) 3621-2006 ou ligar para o batalhão, pelo telefone 3621-3146, Delegacia de Santana do Ipanema.

 

 

 

 

São Paulo recebe 2ª edição do Fórum de Bioeconomia

 

 

 

 

 

Edição 2019 está com inscrições abertas. O tema do Fórum de Bioeconomia deste ano é "Destravando o progresso por meio da bioinovação".

 

            Como o Brasil aproveitará o poder da biologia moderna - e de suas consequentes inovações tecnológicas - para impulsionar a modernização econômica, aumentando a produtividade e promovendo o progresso sustentável para todos? Essa é uma discussão que irá nortear o Fórum de Bioeconomia 2019, que será realizado no dia 08 de agosto, em São Paulo, reunindo líderes inspiradores e os pioneiros da bioeconomia avançada, para refletir sobre as novas perspectivas e acelerar as bioinovações que irão recolocar o Brasil no caminho do progresso. A iniciativa é da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI).

Com o tema "Destravando o progresso por meio da bioinovação", o programa deste ano enfocará o enorme papel da biologia molecular, a engenharia metabólica, a biodiversidade e as biorrefinarias no desencadeamento a próxima onda de progresso do Brasil, com quatro áreas principais que conduzirão as discussões: Saúde e Nutrição, Biocombustíveis e Energia, Bioquímicos e Biomateriais e Produtos para casa e Cuidados pessoais.

Na programação, temas como A Bioeconomia: Fortalecendo a parceria entre a natureza e a sociedade, Criando um campo de jogo nivelado e competitivo para a bioeconomia avançada, Consolidando a transição global para uma economia circular de baixo carbono, Fortalecendo a colaboração em inovação e políticas públicas modernas, ágeis e viabilizadoras, De ideia a produto: Ultrapassando os desafios do pioneirismo e o Prêmio Brasil Bioeconomia 2019.

As inscrições para o Fórum estão abertas e podem ser feitas no site: https://www.bioeconomia.com.br/

 

2ª edição do Prêmio Brasil Bioeconomia

O Prêmio tem como objetivo fomentar a inovação, facilitar novas parcerias e proporcionar uma plataforma valiosa para os empreendedores do (bio)futuro. São três as categorias premiadas: Ideias, Startups & Scale-ups e Empresas Âncora.

Para se candidatar, os interessados podem acessar o linkhttps://www.bioeconomia.com.br/o-premio e ter acesso às explicações e ao regulamento. Empreendedores e inovadores, inscritos, contarão com investidores, membros do júri e líderes mundiais da bioeconomia avançada, permitindo que se conectem com os mais experientes e inspiradores representantes de vários tipos de indústrias.

 

 

assinaturas lide

 

O habeas corpus do nordestino e o "Brasil" de Capistrano de Abreu

 

Os explicadores do Brasil desvendam o sentido da ignorância e da estupidez de Bolsonaro ao se referir aos nordestinos.

Por Osvaldo Bertolino

  
Há uma tradição do Nordeste que pode ser útil nesse momento em que o presidente da República, Jair Bolsonaro, se manifesta na sua inteireza. É a autoridade que se empresta ao que pertence a alguém por direito. O chapéu de couro é o seu habeas corpus. Se for pendurado em uma cerca de um terreno litigioso, por exemplo, quem o derruba afronta o valente a quem ele pertence. Quem desrespeita o chapéu, desrespeita o dono. 

Bolsonaro atentou contra o chapéu de couro dos nordestinos. Ou seja: ao chamá-los de “paraíba”, num impulso redivivo dos agudos brados de um certo Adolf Hitler, ele rompeu o limite de qualquer contemporização. Além de abusar de uma palavra que representa muito para o Nordeste e para o Brasil, utilizando-a de forma pejorativa, tentou desqualificar um povo que traz a dignidade na alma. 

A manifestação de Bolsonaro é ideológica. Ela reflete a ideia de um pequeno setor do Brasil que se imagina mais capaz, mais limpo, gente melhor do que os seres considerados primevos por serem descendentes de negros e índios. Gente que joga sobre os pobres toda a responsabilidade pelas mazelas sociais que ela cria, disseminando mitos execráveis como o de que às mulheres cabe o papel de esquentar a barriga no fogão e esfriá-la no tanque, ou o de que os negros são menos dignos por terem mais melanina em suas peles.

É o tipo de gente que promove passeatas pela “moralidade”, pede “mais segurança” e rosna contra o “lulopetismo” e o “comunismo”. São eles também que pregam uma dura política repressiva como prova visível de que o crime não compensa. Para essas pessoas, a solução seria colocar a polícia nas ruas com metralhadoras a tiracolo, implantar uma política de “tolerância zero” e adotar a pena de morte. Gente que, por sua ideologia vassala, escreveria “Brasil” com “z”.

Indústria da maracutaia

Essa é a face pública dos portadores dessa ideologia. A privada é o modo de vida que cultivam, à base de sonegação de impostos em grande escala e de troca favores, sabotando a dinâmica social do país e suas práticas democráticas. Simplesmente não interessa, para eles, que os processos no Brasil funcionem melhor. Se o sistema de transporte público fosse eficiente, o significado de ter um carro de luxo mudaria. Se os serviços de saúde funcionassem, o fato de haver hospitais cinco estrelas seria irrelevante. 

Essa gente passou a vida, de geração em geração, trocando favores, construindo atalhos, traficando influência. Se todos os brasileiros tivessem assegurados os mesmos direitos, por meio de sistemas sólidos e funcionais, toda essa rede de relações obscuras, essa indústria da maracutaia, perderia o sentido. Não dá, evidentemente, para imaginar no Brasil uma coletividade na qual todos se reconheçam e se respeitem como iguais com gente assim governando o país. A quase totalidade dos seus privilégios e status advém da exclusão social.

Esses conceitos e preconceitos, propagados pelos aparelhos de controle ideológico – sobretudo a mídia e as seitas religiosas oportunistas –, são de difícil remoção. Eles estão entranhados na alma dessa gente, são parte daquilo que se pode chamar de sentido absoluto da realidade brasileira. 

Cabral e Colombo

Tudo isso já foi, de certa maneira, estudado, definido e classificado pelos explicadores do Brasil. Compreendê-lo é um exercício básicos para os que lutam por transformações na estrutura social do país. Como disse Oliveira Viana no seu livro Problemas de política objetiva – seu pensamento foi uma das vertentes para o desenvolvimento da Revolução de 1930, liderada por Getúlio Vargas –, o desconhecimento do Brasil e dos brasileiros pela elite deste país é completo. 

O termo correto, na verdade, seria desinteresse. Pode ser também ignorância, descaso ou crueldade ideológica, de classe. Para essa gente não existe pobreza, mas somente pobres, como se essa condição fosse uma mera questão de opção de vida. É desse comportamento que surge a ideia de um profeta, de um mito, de um messias capaz de fazer milagres que nenhum Cristo fez.

Capistrano de Abreu (cearensse do município de Maranguape), também um dos mais importantes explicadores do Brasil – dizia-se, conforme o cronista Humberto de Campos, que em seus estudos ele não navegava como Cabral, para descobrir por acaso, mas como Colombo, para confirmar previsões, e que vivia com a sabedoria de consumir a vida como a vela se consome –, ao comentar a obra História do Brasil, de Frei Vicente – o primeiro documento da historiografia brasileira –, descoberta por ele, discutiu a grafia da palavra “Brasil”. Em sua opinião, um homem de bem, de caráter, jamais admitiria que se escrevesse “Brasil” com “z”. 

Nova Previdência corta abono salarial de 12,7 milhões de trabalhadores

 

Proposta do governo atinge benefício de quem contribui para o PIS/Pasep.

Reprodução
  
A exclusão atingirá 54% dos 23,7 milhões dos atuais beneficiários do programa, que assegura hoje o valor de um salário mínimo anual aos trabalhadores que recebem, em média, até dois salários mínimos de remuneração mensal de empregadores que contribuem para o PIS/Pasep. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

Com a proposta de "reforma" aprovada na semana passada, que ainda depende de votação em segundo turno na Câmara e mais dois turnos no Senado, o abono será concedido para quem ganha até R$1.364,43 – valor calculado pelo critério previsto na Constituição que define a condição de baixa renda.

Os cálculos foram feitos pelo economista do Daniel Ferrer, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a pedido da Federação dos Trabalhadores da Indústria Química e Farmacêutica do Estado de São Paulo.

De acordo com o levantamento, em Estados com salários mínimos regionais próprios a exclusão pode alcançar 72% dos atuais beneficiários, como é o caso de Santa Catarina. Em São Paulo, afetaria 70,1% dos trabalhadores que recebem o abono no Estado - o equivalente a 4 milhões de pessoas.

A proposta inicial de "reforma" enviada pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso limitava o direito ao recebimento do abono salarial aos trabalhadores cuja remuneração mensal média tivesse sido de até um salário mínimo.

Na prática a proposta inviabilizava o recebimento do abono para 94% dos trabalhadores atualmente beneficiados, mas o relator da proposta, Samuel Moreira (PSDB-SP), subiu a linha de corte para R$ 1.364,43.

Apesar dos destaques apresentados em plenário na tentativa de remover essas barreiras à concessão do benefício, o texto foi aprovado na Câmara tal como proposto pelo relator, garantindo uma economia de R$ 76,4 bilhões em 10 anos para as despesas do governo.

Para o relator, houve avanços no texto na direção de proteger os trabalhadores de mais baixa renda. "Procuramos melhorar a PEC que recebemos, procuramos promover avanços. Tivemos resultado", disse Moreira.

O deputado, porém, defendeu que o abono seja rediscutido pelo governo e os recursos economizados transferidos para programas que atendam à população mais carente. "Essa é uma das partes nefastas da "reforma" da Previdência, que exclui milhões de trabalhadores ao direito do abono e, consequentemente retirará o direito de 12,7 milhões de trabalhadores", disse Sérgio Leite, da Força Sindical.Procurada, a Secretaria de Previdência do Ministério da Economia avaliou que a economia decorrente da maior "focalização" da política do abono pode ser destinada a políticas que realmente estimulam o emprego formal.

O benefício do abono, cujo desenho atual tem origem na Constituição Federal de 1988, visava à complementação de renda dos trabalhadores formais de baixa remuneração, com rendimento médio mensal de até dois salários mínimos.

O objetivo declarado da política era o da redução da pobreza e diminuição da desigualdade entre os trabalhadores de mais baixos salários. O poder de compra do salário mínimo na época de sua regulamentação, em 1990, era substancialmente inferior ao do salário mínimo vigente desde 2010. O salário mínimo em dezembro de 2018 tinha poder de compra quase três vezes superior ao vigente em dezembro de 1990.

A consequência direta disso, destaca a secretaria, é que 51,7% dos trabalhadores formais recebiam até dois salários mínimo em 2017 (último dado disponível), ante 27% em 1990. Por outro lado, os trabalhadores formais de rendimento realmente baixos no mercado de trabalho (até um salário mínimo) sempre representam entre 5,5% e 6% dos trabalhadores formais, mesmo nos períodos de maior pujança econômica e baixo desemprego.

Segundo a secretaria, os R$ 16,7 bilhões gastos com o abono em 2017 foram concentrados naqueles que ganharam mais de um salário mínimo por mês. Para o governo, o que a Nova Previdência propõe nada mais é do que reafirmar os objetivos originais da política do abono de redução da pobreza e da desigualdade no mercado de trabalho, só que com mais foco e mais eficiência.

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