China tem 564 mortes por coronavírus e 28 mil casos confirmados
No Brasil, há 11 casos suspeitos; nenhum foi confirmado. Senado votou projeto com regras para quarentena, que segue agora para sanção presidencial.
↑ 6 de fevereiro: Pessoas usam máscaras no Jardim Yuyuan durante o feriado prolongado do Ano Novo Lunar na China em meio ao surto de coronavírus - Foto: Aly Song/Reuters
A China tem 564 mortes por coronavírus e 28.060 casos confirmados, de acordo com o balanço do governo Chinês divulgado na mídia local nesta quinta-feira (6). Ao menos 1.100 pessoas já se recuperaram do vírus.
Confira a situação até as 10h desta quinta-feira (6):
564 mortes por coronavírus na China
1 morte nas Filipinas
28.060 casos confirmados na China
Mais de 1,1 mil infectados já se recuperaram, na China
Mais de 200 casos confirmados em outros 24 países
No Brasil, há 9 casos suspeitos e nenhum confirmado até as 10h desta quinta (6)
Dois aviões presidenciaispartiram nesta nesta quarta em busca dos brasileiros na China
Senado aprova regras sobre quarentena
Os senadores aprovaram o projeto de lei que define regras sobre quarentena na repatriação de brasileiros que estão na China. Agora, o texto segue para sanção presidencial
Nesta quarta-feira, dois aviões reservas da frota presidencial do Brasil partiram para buscar o grupo de brasileiros que está na região de Wuhan, que é o epicentro da epidemia.
Os repatriados brasileiros ficarão em quarentena em Anápolis (GO), e quem apresentar qualquer sintoma da infecção será levado ao Hospital das Forças Armadas, em Brasília, para avaliação médica.
“Confirmamos que Kobe Bryant morreu hoje por conta de um acidente de helicóptero. Toda a família do Los Angeles Lakers deseja força para família e amigos”
Um dos maiores jogadores da história do Los Angeles Lakers e da NBA, Kareem Abdul-Jabbar homenageou o sucessor destacando a pessoa por trás do ídolo.
“Muitas pessoas vão lembrar de Kobe como o atleta espetacular que inspirou toda uma geração de jogadores de basquete. Mas eu sempre vou lembrar como o homem que era muito mais do que um atleta”.
Se Kobe foi o astro que foi na NBA, muito se deveu a parceria histórica com Shaquille O’Neal. O antigo amigo lembrou de história dos dois.
“Não há palavras para descrever a dor que sinto agora com nesse trágico e triste momento de perder a minha sobrinha Gigi e meu amigo, meu irmão, meu parceiro em ganhar campeonatos, meu cara. Eu amo você e você sempre fará falta. Minhas condolências para a família Bryant e a família dos outros passageiros que estavam abordo. Eu estou mal nesse momento”, escreveu Shaq.
Magic Johnson, ídolo do Los Angeles Lakers e que até ano passado era responsável pela operação do basquete, também postou uma declaração de amor ao craque.
Usain Bolt, o maior velocista da história, disse não acreditar.
Anderson Silva, brasileiro que é um dos maiores lutadores de MMA da história, lamentou o falecimento do ex-jogador de basquete.
“A vida é uma caixa de surpresas que nos prega peças, algumas vezes boas e outras ruins. O importante é o que aprendemos disso. A vida sempre vale a pena, mesmo nos momentos em que não acreditamos nisso. Vá com Deus, meu amigo”
Galvão Bueno lembrou de uma conversa com Kobe durante a Copa das Confederações, em 2013.
Dana White, o chefão do UFC, foi um dos primeiro a se manifestar, desejando que o craque do Los Angeles Lakers descanse em paz.
O jovem astro do Dallas Mavericks, Luka Doncic, postou uma foto do encontro recente com o ídolo, quando a equipe texana enfrentou o Los Angeles Lakers na Califórnia
“Você não! Descanse em paz, Mamba! Obrigado por tudo que você mostrou e fez pelo mundo”
“Não posso acreditar. Me sinto mal como se alguém da minha família tivesse morrido. Que dia de m****”
Joel Embiid, astro do Philadelphia 76ers, cidade em que Kobe nasceu e é admirado mesmo sem nunca ter jogado, destacou que começou a jogar por causa do ídolo.
Man I don’t even know where to start I started playing ball because of KOBE after watching the 2010 finals. I had never watched ball before that and that finals was the turning point of my life. I WANTED TO BE LIKE KOBE. I’m so FREAKING SAD right now!!!!
“Cara, eu nem sei por onde começar. Eu comecei a jogar basquete por causa do Kobe depois das finais de 2010. Eu nunca tinha visto basquete antes e aquela decisão foi um ponto de virada na minha vida. Eu queria ser como o Kobe. Estou absurdamente triste nesse momento. Descanse em paz, lenda”
Torcedor fanático do Los Angeles Lakers, o baixista da banda Red Hot Chili Peppers, Flea, se declarou ao ídolo.
Um choque para o mundo do esporte. Um ídolo se vai de maneira precoce, para profunda tristeza de todos nós. O São Paulo Futebol Clube presta sua solidariedade aos familiares, amigos, @Lakers e fãs de Kobe Bryant. Obrigado por tudo, gênio.
O Corinthians lamenta a morte de Kobe Bryant, um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, e das demais vítimas de um acidente de helicóptero ocorrido hoje nos EUA. Nossos sentimentos aos familiares e aos fãs do basquete pela perda deste grande ídolo do esporte. 11.8K6:15 PM – Jan 26, 2020Twitter Ads info and privacy2,540 people are talking about this
Depois das movimentações do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em favor da frente ampla incluindo setores do centro e até da direita, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse que seu partido poderá apoiar o comunista como cabeça de chapa na eleição presidencial de 2022.
Às vésperas de completar 40 anos de existência, que serão comemorados em fevereiro com um ato político e um festival no Rio de Janeiro, o Partido dos Trabalhadores pode fazer uma importante flexão em sua tática política e eleitoral;.
A deputada Gleisi Hoffmann, presidente da sigla, disse que o PT trabalha com a reedição da candidatura presidencial do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, mas vê o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), como uma alternativa.
Segundo ela, Dino pode ser chamado a compor como vice a chapa liderada pelo ex-prefeito de São Paulo, mas pode também conquistar o apoio petista como cabeça de chapa.
Opresidente Jair Bolsonaro já não apresenta tanta urgência em lançar a Aliança pelo Brasil a tempo de concorrer às eleições municipais deste ano. De acordo com a Folha de S. Paulo, aliados do presidente afirmam que o ex-capitão entendeu que o novo partido só deve ter a quantidade de assinaturas necessárias, 492 mil, por volta de julho. Com esse cenário, Bolsonaro ficará de fora das eleições municipais deste ano.
Sem a possibilidade de concorrer com candidatos da própria legenda, Bolsonaro tem afirmado que rejeita a ideia de apoiar políticos de outros partidos. O medo do presidente é que qualquer apoio a um candidato que não vingue nas eleições pode prejudicar seu governo, assim como em uma eventual tentativa de reeleição em 2022.
“Às vezes você elege um cara em uma capital aí, se o cara fizer besteira, você vai apanhar na campanha de 2022 todinha”, disse Bolsonaro em dezembro, quando recebeu jornalistas no Palácio do Alvorada.
Além disso, apoiar um candidato que não seja da Aliança colocaria Bolsonaro em colisão com demais siglas daquela disputa, o que prejudicaria ainda mais a imagem já fragilizada do presidente no Congresso.
Mais de 5 mil Carteiras Nacional de Habilitação (CNHs) podem ser suspensas pelo Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL). O número de processos considerado recorde pelo órgão em 2019 foi tema da reportagem do Programa TC News desta sexta-feira (24).
De acordo com o chefe de Controle de Infrações do Detran, Daniel Celestino, os processos são referentes aos condutores que acumularam 20 ou mais pontos em decorrência do cometimento de infrações no trânsito.
“Cada infração cometida vem junto à pontuação somada ao prontuário”, disse. “O número de processos chama a atenção e o Detran está acompanhando a situação e perto, mas atribuímos não apenas ao aumento de infrações cometidas, mas também aos trabalhos de fiscalização da Lei Seca, Batalhão de Trânsito, bem como e principalmente a preocupação do órgão em democratizar seus serviços”, pontuou Daniel Celestino.
O quantitativo de 5015 é 70% maior se comparado ao mesmo período do ano anterior (2018). Ainda conforme o chefe de Controle de Infrações do Detran, o maior número de infrações no trânsito do estado diz respeito é alcoolemia ao volante, recusa do bafômetro, excesso de velocidade, destacando o potencial lesivo que as mesmas trazem.
“O Detran não apenas pune, mas previne para que os maus condutores saiam de circulação e assim evita que acidentes venham a acontecer”, ressaltou. O motorista que for notificado receberá um aviso na residência e deve está atento quanto ao prazo caso queira recorrer. O condutor também pode fazer consulta por meio do site do Detran acessando os dados pela placa do veículo.
Acerca da suspensão, o procedimento seguinte é restringir o direito de dirigir, além de o condutor ter que se submeter a um curso teórico de reciclagem por 30 horas em um Centro de Formação de Condutores ou à Distância, depois o motorista passa por um teste no Detran em sendo aprovado terá sua CNH desbloqueada restabelecida.
Os desafios do movimento sindical para 2020, por Nivaldo Santana
No conjunto de lutas políticas deste ano, o movimento sindical deve ficar atento, acima de tudo, às eleições municipais – que, apesar de suas particularidades, pode ter caráter plebiscitário e contribuir para ampliar o isolamento do governo
O mercado de trabalho no Brasil, nosso principal indicador social, continua precário e em agravamento. A agenda do governo aprofunda a redução do custo da força de trabalho, a retirada de direitos, o arrocho salarial e a desregulamentação do mercado de trabalho.
Para diminuir a resistência dos trabalhadores a esse saco de maldades, um dos alvos de Bolsonaro continua a ser o movimento sindical. Com a criação do Gaet (Grupo de Altos Estudos do Trabalho), o governo pretende atacar as fontes de custeio dos sindicatos, implantar o pluralismo sindical, adotar o sindicato por empresa e outras medidas de restrição democrática.
Nessa linha, a primeira medida do governo foi extinguir o Ministério do Trabalho, hoje reduzido a uma mera secretaria subordinada ao Ministério da Economia. Paralelamente, busca-se reduzir o papel da Justiça do Trabalho na arbitragem de conflitos trabalhistas coletivos e individuais. Um dos efeitos tem sido a drástica redução de ações trabalhistas no País.
Passa longe das preocupações do governo o drama social do emprego. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad/IBGE), finalizada em outubro passado, contabilizam 27,1 milhões de trabalhadores subutilizados. Desse total, 12,4 milhões são desempregados. Além dos subutilizados, as estatísticas apontam que o Brasil tem 24,4 milhões de trabalhadores por conta própria e 11,9 milhões empregados sem carteira assinada, a maioria dos quais sem proteção trabalhista e previdenciária.
As propostas do governo não enfrentam o problema do desemprego e ampliam o número de trabalhadores terceirizados, de aplicativos, por conta própria, intermitente, PJ (pessoa jurídica). Tudo somado, avança a política de camuflagem do vínculo trabalhista e a individualização das relações do trabalho para mascarar a retirada de direitos, a precarização e a desregulamentação do trabalho no Brasil.
Associado ao trabalho precário no setor privado, o governo investe pesado contra os trabalhadores do setor público e aplica uma radical reestruturação do Estado, do orçamento público e do pacto federativo. Nesse rumo se enquadra o chamado “Plano + Brasil”, elaborado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Esse plano foi apresentado ao Senado por intermédio de três PECs (Propostas de Emenda à Constituição):
A PEC Emergencial, que veda a criação de novas despesas, promoção, concursos, criação de cargos e reajustes salariais dos trabalhadores do setor público;
A PEC do Pacto Federativo, que pretende extinguir mais de mil municípios com menos de 5 mil habitantes e receita inferior a 10% das despesas; desvincular as dotações orçamentárias obrigatórias para Saúde e Educação, unificando as duas rubricas e deixando a critério dos governos sua destinação; diminuir o repasse do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para o BNDES de 40% para 14%, fragilizando ainda mais nosso banco de fomento;
E a PEC dos Fundos Públicos, com a qual o governo pretende dispor de 281 fundos públicos com recursos de R$ 220 bilhões para, supostamente, liberar parte desses recursos para pagar dívida, “erradicar a pobreza” e ajudar na recuperação fiscal do Estado, na verdade, uma medida adicional para esvaziar o Estado.
Contra o “Plano + Brasil”, o Fórum das Centrais realizou, em 18 de novembro, o Encontro pelo Emprego e Desenvolvimento. Nesse Encontro, foi distribuída uma nota na qual se contestava a tese do governo de que a crise fiscal é decorrente dos gastos públicos e de que a retomada do crescimento precisaria passar pelo arrocho nas despesas e diminuição do Estado.
Ao contrário, explicam as centrais sindicais, as verdadeiras causas da crise fiscal da União, dos estados e dos municípios são o crescimento econômico baixo (recessão e estagnação da economia), o desemprego, o arrocho salarial, a precarização do trabalho e, sobretudo, o pesado encargo do endividamento público.
Outra batalha importante a ser travada é a luta contra as privatizações. A equipe de Bolsonaro alardeia que pretende arrecadar R$ 150 bilhões com a venda de estatais, de outros ativos e participações da União. Eletrobras, Correios e outras empresas estão na lista.
Duas outras ações do governo afetam diretamente os trabalhadores. Na Previdência, mesmo depois de aprovada a reforma – com a qual o governo pretende retirar R$ 1 trilhão dos aposentados e pensionistas em dez anos –, Bolsonaro enviou ao Congresso a Medida Provisória (MP) 871/2019, apelidada de “MP do Pente Fino”, que pretende reavaliar todos os benefícios previdenciários e manter a tramitação lenta de quase 2 milhões de pedidos.
Outra ação de retirada de direitos é a MP 905/2019, que cria a Carteira de Trabalho Verde Amarela. Essa MP mexe em 19 itens da CLT e, a pretexto de facilitar a criação de empregos, precariza ainda mais o trabalho. Seu o objetivo é desonerar a folha de pagamento para os patrões que contratarem jovens de 18 a 29 anos, com salário de até R$ 1.497, por dois anos, com redução do FGTS de 8% para 2% e da multa rescisória de 40% para 20%.
Para agravar, a medida libera o trabalho aos domingos e feriados (folga aos domingos só uma vez por mês), acaba com a jornada de seis horas para os bancários, extingue a regulamentação profissional de corretores de seguro, radialistas, publicitários, sociólogos, químicos, artistas, etc.
Na frente sindical, persiste a luta contra a PEC 196, que altera o artigo 8º da Constituição para introduzir no País o pluralismo sindical. De iniciativa parlamentar, essa proposta conta com apoio de algumas centrais sindicais.
Tarefas para o movimento sindical
A luta de resistência e acumulação de forças continua. Em 2019, houve grandes mobilizações e greves gerais, que contribuíram para o crescente desgaste do governo, sem que, no entanto, houvesse uma inversão significativa da correlação de forças.
A luta política do movimento sindical, aliada a outras forças democráticas, tem obtido algumas vitórias parciais, tanto no terreno econômico quanto no político. Neste ano, para ficar em um só exemplo, Bolsonaro não conseguiu sustentar o secretário especial da Cultura, Roberto Alvim – que produziu um vídeo de viés fascista, foi desmascarado e exonerado de suas funções.
No conjunto de lutas políticas deste ano, o movimento sindical deve ficar atento, acima de tudo, às eleições municipais – que, apesar de suas particularidades, pode ter caráter plebiscitário e contribuir para ampliar o isolamento do governo. Algumas tarefas estão na ordem do dia, para debate e reflexão do movimento sindical:
Contribuir, nas eleições 2020, para a construção e fortalecimento de um amplo movimento político e social de oposição ao governo Bolsonaro, em defesa do emprego, dos direitos, da democracia e do movimento sindical. Dentre as lutas, destaque para a necessária participação dos sindicalistas nas eleições municipais deste ano;
Combater as práticas autoritárias de viés fascistas do governo, principalmente do núcleo que gravita em torno de Sérgio Moro, do clã Bolsonaro, do guru Olavo de Carvalho; formar uma ampla frente de luta contra o governo de extrema-direita;
Lutar em defesa da unicidade sindical, da Justiça do Trabalho, do retorno do status ministerial à pasta do Trabalho; enfrentar as novas realidades do sindicalismo com políticas de fortalecimento e valorização do movimento; desenvolver amplas campanhas de sindicalização; priorizar o trabalho com jovens e mulheres; melhorar e diversificar a comunicação sindical; elevar o nível de formação dos quadros e militantes sindicais; ampliar o escopo de atuação sindical para os bairros e escolas.
Para as lutas imediatas, a agenda ainda será definida pelo Fórum das Centrais. Mas cabe, desde já, destacar três agendas de lutas para o primeiro semestre: o Dia Internacional da Mulher (8 de março), o Dia Nacional de Paralisações e Protestos contra o Plano Mais Brasil (18 de março) e o 1º de Maio Unitário – Em Defesa do Emprego, dos Direitos e da Democracia.
O jiu-jitsu sempre foi uma das maiores paixões de Wilhiam Mateus, que atualmente divide seu tempo entre os treinos para as competições e aulas na academia
Oatleta Wilhiam Mateus Marques, faixa roxa da equipe ZR Team Alagoas, conquistou, nesta quarta-feira (22), o título de campeão europeu de jiu-jitsu, durante o European IBJJF Jiu-Jitsu Championship, em Odivelas, Portugal. Natural de Rio Largo, Wilhiam Mateus já colecionava títulos estaduais, regionais e internacionais no Brasil, mas, pela primeira vez, o atleta representou Alagoas em uma competição fora do país.
O jiu-jitsu sempre foi uma das maiores paixões de Wilhiam Mateus, que atualmente divide seu tempo entre os treinos para as competições e as aulas que ministra em sua academia, em Rio Largo, e em um projeto social no Instituto Galba Novais, no Tabuleiro dos Martins, em Maceió. Desde a infância, o atleta, que hoje tem 21 anos, escolheu o tatame como seu refúgio e a arte suave como seu estilo de vida.
“Desde muito pequeno sonhava em viver do jiu-jitsu, competir, ensinar e conquistar títulos importantes. Hoje, com a ajuda da minha equipe e dos meus apoiadores, consigo não apenas viver do esporte, mas concretizar todos os sonhos que até hoje pareciam impossíveis. Esse título é a prova que não devemos desistir nunca e que, quando queremos e nos esforçamos, atingimos nossos objetivos”, destacou Mateus.
Para conquistar o título de campeão europeu, Wilhiam Mateus fez seis lutas duríssimas, encarando atletas de renome internacional. Para o professor Erick Costa, responsável pela equipe ZR Team Alagoas, o fato de um alagoano ter ido tão longe e conquistado tanto com recursos próprios – pra viajar ele fez rifas, pegou dinheiro emprestado e contou com doações de colegas de equipe – mostra que é preciso que empresários e poder público tenham um olhar especial para os competidores que se destacam nacionalmente.
“Só quem estava ao lado dele sabe do esforço e da correria que foi pra conseguir o dinheiro pras passagens e pra ele ficar lá durante a competição. Alagoas tem excelentes atletas mas não temos apoio e, muitos que poderiam também estar comemorando títulos internacionais como o que o Mateus conquistou, desistem pelo caminho”, lamentou Erick Costa.
Projetos para 2020
Mesmo ainda em clima de comemoração, Wilhiam Mateus já está focado em seus próximos desafios. Além das competições locais e regionais, o atleta pretende lutar o Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu da CBJJ, que acontece em maio, em São Paulo, e o Campeonato Mundial da IBJJF, que ocorrerá na Califórnia, Estados Unidos, de 27 a 31 de maio.
“Tenho aprendido com as pessoas que Deus colocou em meu caminho a nunca desistir e a sempre focar no meu futuro e nas minhas metas. Hoje, quando olho pra trás, só tenho a agradecer e, analisando meu futuro, confio em meu potencial e acredito que tenho muito ainda a conquistar e a comemorar”, disse o atleta alagoano.
O perfil nas redes sociais de Wilhiam Mateus é @wilhiam_mateusbjj e o da ZR Team Alagoas é o @zrteamalagoas.
Restituição do Seguro DPVAT 2020 estará disponível a partir desta quarta-feira (15)
Pagamento será feito na conta bancária do proprietário do veículo
Por: Texto de Lays Peixoto
Foto: Lays Peixoto
O Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) informa à população alagoana que a Seguradora Líder, administradora do seguro DPVAT, disponibilizará nesta quarta-feira (15) uma solução tecnológica simplificada para facilitar a restituição da diferença dos valores pagos do seguro obrigatório 2020 pelos proprietários de veículos.
O recurso estará disponível por meio do site https://restituicao.dpvatsegurodotransito.com.br e a restituição da diferença dos valores pagos será feita diretamente na conta corrente ou conta poupança do proprietário do veículo.
Para realizar a solicitação do ressarcimento, será necessário informar CPF ou CNPJ do proprietário, Renavam do veículo, e-mail e telefone de contato, data em que foi realizado o pagamento a maior, valor pago, banco, agência e conta corrente ou conta poupança do proprietário.
De acordo com informações da Seguradora Líder, ao enviar a solicitação, o proprietário receberá um número de protocolo para o acompanhamento da restituição, no mesmo site. Após o cadastro, a restituição será processada em até dois dias úteis, dependendo, apenas, da compensação bancária para a sua finalização.
É importante destacar que o site restituicao.dpvatsegurodotransito.com.br receberá somente os pedidos de restituição da diferença de valores pagos referente ao Seguro DPVAT 2020.
Os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) serão reajustados em 4,48%, com validade a partir de 1º de janeiro deste ano. Com o novo percentual de reajuste, o salário de benefício e o salário de contribuição não poderão ser inferiores a R$ 1.039,00, nem superiores a R$ 6.101,06.
A Portaria nº 914, de 13 de janeiro de 2020, da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que determina o novo percentual de reajuste, está publicada na edição desta terça-feira (14) do Diário Oficial da União (DOU).
Com o novo percentual, não terão valores inferiores a R$ 1.039,00 os benefícios de prestação continuada pagos pelo INSS correspondentes a aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte; de aposentadorias dos aeronautas, concedidas com base na Lei nº 3.501, de 21 de dezembro de 1958; e de pensão especial paga às vítimas da síndrome da talidomida.
O auxílio-reclusão, por exemplo, a partir de 1º de janeiro de 2020, “será devido aos dependentes do segurado cujo salário de contribuição seja igual ou inferior a R$ 1.425,56, independentemente da quantidade de contratos e de atividades exercidas”.
Com relação ao valor da cota do salário-família por filho até 14 anos de idade, ou inválido de qualquer idade, é de R$ 48,62 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 1.425,56.
Por José Malta Fontes Neto-Jornalista MTE/AL 1740 31/12/2019 - 22h 26min Arquivo Pessoal0
Aúltima prova esportiva de 2019 - a tradicional Corrida de São Silvestre, que aconteceu na manhã desta terça-feira (31), reunindo 35 mil atletas nas ruas de São Paulo, teve um representante de Santana do Ipanema.
O meio maratonista e empresário Sidney Carvalho Malta, diretor administrativo da Telecom Celular e Internet, representou bem nossa cidade fechando os 15 km da tradicional prova do atletismo brasileiro.
Sidney Malta se encantou pelo esporte e já participou de provas importantes como a meia maratona de Nova York.
Para mim é motivo de orgulho representar minha cidade na São Silvestre 2019. Finalizei a prova que é também um marco de superação em minha vida esportiva.
SIDNEY CARVALHO MALTA - EMPRESÁRIO/MARATONISTA.
A Prova
A 95ª Corrida Internacional de São Silvestre teve uma chegada emocionante entre os homens na manhã desta terça-feira, no último dia de 2019. O queniano Kibiwott Kandie, 23 anos, ficou com a vitória graças a um sprint no fim da corrida e uma ultrapassagem praticamente na última passada em cima de Jacob Kiplimo, atleta de apenas 19 anos e que estava prestes a dar a primeira vitória a Uganda na tradicional prova paulistana.
Daniel Ferreira do Nascimento foi o melhor brasileiro na 95ª Corrida Internacional de São Silvestre. Aos 21 anos, o corredor de Bauru, cidade do interior de São Paulo, ficou na 11ª colocação, com o tempo de 46min32s.
b>No feminino a queniana Brigid Kosgei venceu a competição. Com uma prova quase perfeita, a corredora africana não deu chances para as adversárias e dominou a prova desde a largada. Com o triunfo na capital paulista, Kosgei manteve a soberania africana na corrida que tradicionalmente fecha o ano. Desde 2010, apenas atletas do Quênia e da Etiópia venceram a competição entre as mulheres. Por 19 segundos, a corredora queniana não quebrou o recorde da prova, anotando o tempo de 48m54s.
A brasileira mais bem colocada na São Silvestre foi Graziele Zarri, que terminou a corrida na 11ª colocação.
Os Estados Unidos anunciaram hoje que vão enviar mais três mil militares para o Oriente Médio após o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani. De acordo com fontes do Departamento de Defesa, citados pela Associated Press sob condição de anonimato, os efetivos pertencem à 82.ª Divisão de Paraquedistas de Fort Bragg, no Estado da Carolina do Norte.
Aqueles efetivos somam-se aos cerca de 700 soldados da 82.ª Divisão que foram enviados para o Kwait no início desta semana após a invasão do complexo da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá.
O reforço da presença militar norte-americana começou a tomar forma após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter feito os primeiros comentários sobre a ataque ao declarar que ordenou a morte de Soleimani porque este “planejava matar muitos americanos”.
Qassem Soleimani morreu hoje num ataque aéreo contra o carro em que seguia em Bagdá que o Pentágono declarou ter sido ordenado pelo Presidente dos Estados Unidos. No mesmo ataque morreu também o “número dois” da coligação de grupos pró-iranianos no Iraque, Abu Mehdi al-Muhandis, conhecida como Mobilização Popular, além de outras seis pessoas.
O ataque já suscitou várias reações, tendo quatro dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas – Rússia, França, Reino Unido e China – alertado para o inevitável aumento das tensões na região e pedem às partes envolvidas que reduzam a tensão.
Tempos muito difíceis
No Irã, o sentimento é de resposta à agressão. O presidente e os Guardas da Revolução garantem que o país e “outras nações livres da região” vão agir. Também o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, prometeu vingar a morte do general e declarou três dias de luto nacional, enquanto o chefe da diplomacia considerou o assassinato “um ato de terrorismo internacional”.
Do lado iraquiano, o primeiro-ministro iraquiano demissionário, Adel Abdel Mahdi, advertiu que este assassínio vai “desencadear uma guerra devastadora no Iraque” e o grande aiatolá Ali al-Sistani, figura principal da política iraquiana, considerou a agressão “um ataque injustificado” e “uma violação flagrante à soberania iraquiana”.
A ação também violou as condições da presença militar dos Estados Unidos no Iraque, que deve respeitar a legislação que garanta a segurança e a soberania do Iraque, acrescentou. “O ataque violento ao aeroporto internacional de Bagdá na noite passada é uma violação insolente da soberania iraquiana e de acordos internacionais. Isso levou à morte de vários comandantes que derrotaram terroristas do Daesh (Estado islâmico)”, afirmou.
“Esses e outros eventos indicam que o país está caminhando para tempos muito difíceis. Exortamos todas as partes interessadas a se comportarem com autocontrole e a agir com sabedoria ”, prosseguiu. O presidente do parlamento do Iraque, Mohammed al-Halbousi, reforçou que o ataque “é uma flagrante violação da soberania e violação de acordos internacionais”.
Síria, Rússia, França e China
O presidente sírio, Bashar al-Assad, disse que recebeu a notícia “com grande tristeza”. Ele afirmou que “o mártir Soleimani morreu enquanto servia seu país e o eixo de resistência”. “O povo sírio não esquecerá o apoio de Soleimani ao nosso lado, defendendo a Síria do terror”, destacou.
A Rússia disse que o assassinato dos Estados Unidos foi um “passo aventureiro”, que aumentará ainda mais a tensão no Oriente Médio. “Após o ataque dos Estados Unidos no Iraque e o assassinato de Soleimani, o mundo enfrenta uma nova realidade”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia. “Soleimani serviu à causa da proteção dos interesses nacionais do Irã com devoção. Expressamos nossas sinceras condolências ao povo iraniano”, disse o ministério.
A França também reagiu ao assassinato, dizendo que seu assassinato tornou o mundo “mais perigoso”. A ministra da Europa na França, Amelie de Montchalin, disse que “acordamos para um mundo mais perigoso”. “Nessas operações, quando podemos ver uma algo em andamento, o que queremos acima de tudo é estabilidade “, acrescentou.
Segundo ela, o presidente Emmanuel Macron enfatizou que “todos os esforços da França, m todas as partes do mundo visam a garantir que estamos criando as condições para a paz ou pelo menos a estabilidade”.
A China também pediu que “os lados envolvidos, especialmente os Estados Unidos, mantenham a calma e exercitem restrições para evitar tensões crescentes”. “A China sempre se opôs ao uso da força nas relações internacionais”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang.
Inglaterra, Líbano e Turquia
O líder do Partido Trabalhista da oposição, Jeremy Corbyn, pediu à Grã-Bretanha que “resistisse às ações beligerantes e à retórica vinda dos Estados Unidos”. O ministro do Exterior britânico, Dominic Raab, pediu a todas as partes que reduzam a escalada de violência. “Após a morte de Soleimani, pedimos a todas as partes que reduzam a escala. Mais conflitos não são do nosso interesse”, disse ele.
O Ministério das Relações Exteriores do Líbano também se manifestou, pedindo que o país e toda a região sejam poupados de quaisquer repercussões. O Ministério das Relações Exteriores libanês também condenou o assassinato, chamando de violação da soberania iraquiana e uma escalada perigosa contra o Irã.
O Ministério das Relações Exteriores da Turquia disse que o ataque aumentará a insegurança e a instabilidade na região. O Ministério das Relações Exteriores do país afirmou que estava profundamente preocupado com as crescentes tensões, e que transformar o Iraque em uma área de conflito prejudicará a paz e a estabilidade na região.
Não é preciso ser um grande estudioso do assunto, para perceber que quando as coisas vão mal para um governo, uma guerra, uma intervenção, uma invasão, cai muito bem para a imagem de um presidente. Com Trump, parece não ser diferente. Afinal, o seu processo de impeachment cresce e, apesar dos analistas falarem que não dará em nada efetivamente, pode atrapalhar sim seus planos de reeleição.
O ataque ao Aeroporto de Bagdá, no Iraque, que matou Qassem Soleimani, líder das forças especiais e o mais poderoso líder militar do Irã, nos dá aquela sensação de déjà-vu. O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, disse que Soleimani tinha planos para atacar tropas e diplomatas norte-americanos, mas sem apresentar nada contundente que corroborasse com essa afirmação. O que nos faz lembrar do próprio Iraque em 2003, invadido sob o falso pretexto de que o então país de Saddam Hussein guardava armas de destruição em massa. O próprio EUA, anos depois, disse ter forjado essa informação como álibi para invadir aquele país.
Imagina então se Saddam Hussein, naquela época, bombardeasse algum aeroporto de algum país aliado dos EUA, em que se encontrasse Donald Rumsfeld, então secretário de defesa dos EUA. Mesmo com a afirmação de que Rumsfeld planejava invadir o Iraque e matar tropas e diplomatas iraquianos (nesse caso já provado), como a grande mídia e o mundo ocidental se refeririam ao assunto? Não tenho dúvidas de que diriam ter se tratado de um atentado terrorista do Iraque contra os EUA. Então, por que o contrário não ocorre? Por que a moral é tão relativa, quando quem tem o poder dá as cartas?
Em 2003, quando o Iraque foi invadido, destruído e saqueado pelos EUA, o país havia quebrado algumas resoluções da ONU. Israel já quebrou 45 dessas resoluções. Quando então os americanos ameaçaram invadir o seu grande aliado ideológico? Nunca! Além das inúmeras acusações de enriquecimento de urânio por parte do Irã, para construírem armas nucleares, quando o único país na história que usou bombas atômicas contra uma população foi o próprio EUA, nos absurdos ataques de Hiroshima e Nagasaki. O que deveria fazer com que os EUA fossem de fato um dos países proibidos de tê-las. Mas é o contrário!
Se pegarmos a carta formulada pelo juiz norte-americano, Robert Jackson, em Nuremberg ali logo após a Segunda Grande Guerra, e que define o que um país precisa fazer para ser considerado uma nação que comete terrorismo internacional, veremos que os EUA e Israel são talvez os únicos países que já quebraram todos esses protocolos, o que numa sociedade racional, seriam taxados de “os países mais terroristas do mundo”. O problema é que os EUA é quem pauta o que é ou não terrorismo, e a comunidade internacional sempre compra a sua versão.
E essas quebras de protocolos se dão em intervenções diretas e indiretas, como nos casos da Primavera Árabe – já sabido da influência dos EUA por trás – em que antigos aliados pereceram. O Egito virou uma Ditadura Militar, a Líbia um local em que até tráfico de escravos existe hoje, e a Síria, bem, a Síria ainda recebe “intervenções humanitárias” dos ianques, em forma de Guerra Civil. É como canta a banda recifense e precursora do Mangue Beat, Mundo Livre S/A, na música “Super Homem Plus”: “É bom rezar todo dia, fera, pra gente nunca virar alvo de uma missão humanitária aliada.”
Câmara faz estudo sobre como declarar Bolsonaro e seus ministros mentalmente incapazes
Pedido é do deputado Marcelo Calero e visa responder a seguinte pergunta: qual é o procedimento a ser instaurado para declarar a incapacidade mental de gestores públicos, especificamente o presidente da República e seus ministros de Estado?
↑ Deputado Marcelo Calero mira sanidade mental de Jair Bolsonaro (Fotos: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados e Reuters)
“Aassessoria jurídica da Câmara fez um estudo a pedido do deputado Marcelo Calero (Cidadania/RJ) para responder a seguinte pergunta: qual é o procedimento a ser instaurado para declarar a incapacidade mental de gestores públicos, especificamente o presidente da República e seus ministros de Estado?”, informa o jornalista Lauro Jardim, em sua coluna.
“A hipótese aventada pelo parlamentar, ainda que de difícil ocorrência, efetivamente não teria uma solução fácil em nosso atual ordenamento jurídico”, responderam os analistas Newton Filho e Jose Theodoro Menc, que fizeram uma ressalva. “Nada impede, entretanto, que uma proposta de inovação legislativa busque alterar o direito vigente, para disciplinar o processo de interdição de agentes políticos em exercício”.
Os dois lembraram que na História do Brasil há precedentes, por mais que os exemplos tenham acontecido há muitos anos. A primeira interdição de chefe de Estado foi em 1792. Na ocasião, D. Maria I foi obrigada a passar o bastão pra seu filho, o príncipe herdeiro D. João, após demostrar diversos episódios de loucura.
Presidente da CDH da OAB/AL lamenta que direitos sejam descumpridos no Estado
↑ Anne Caroline Fidélis cita que Alagoas tem indicadores que causam preocupação, principalmente no que diz respeito aos conflitos policiais e abuso de autoridade (Foto: Assessoria)
ADeclaração Universal dos Direitos Humanos chegou aos 71 anos no último dia 10. Em meio às comemorações, o documento adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948 não recebe o devido respeito do presidente da República Jair Bolsonaro que neste ano viu seu governo sendo denunciado 37 vezes na ONU por violações dos direitos humanos, deteriorando irremediavelmente a imagem do país no exterior.
Entre as violações constam racismo, xenofobia, violência de Estado, ameaças às liberdades de imprensa, de culto e artística, dentre outras.
Em Alagoas, o Tribunal de Justiça (TJ/AL) realizou uma sessão solene para celebrar o 71º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Já o governo do Estado homenageou três personalidades – sendo uma em nível nacional, e duas de Alagoas, com o Prêmio Alagoas dos Direitos Humanos.
A pauta, claro, tem sido alvo de análises de integrantes do Poder Judiciário e Executivo. À Tribuna, eles relatam como os direitos humanos são tratados em Alagoas.
A presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Alagoas, Anne Caroline Fidélis, por exemplo, entende que o país vive um contexto de demonização dos direitos humanos, onde falar de direitos básicos à condição humana passou a ser visto como pauta política partidária.
“Infelizmente, as autoridades têm reproduzido discursos ‘senso comum’ incrementando uma retórica totalitária e de desserviço social e, é fato, Alagoas também sofre as consequências desta conjuntura”, argumenta.
A advogada acrescenta que o estado tem indicadores perversos de letalidades em conflito policial, denúncias de abusos de autoridade, feminicídios, intolerância religiosa, ausência de acesso à saúde e educação por grande parte da população e, especialmente, uma situação absurda de desigualdade, ao passo em que não há respeito aos direitos humanos sem justiça social.
“Para que tenham uma ideia em um recente levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas [FGV] com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios [Pnad], Alagoas tem a maior desigualdade de renda do País entre os trabalhadores e trabalhadoras de 15 a 59 anos de idade, demonstrando ainda uma situação de altíssima concentração de renda nas mãos de muito poucos, revelando um solo fértil de descumprimento dos preceitos fundamentais. No Brasil a desigualdade de renda também vem se aprofundando. Por tudo isso, é inegável que Alagoas permanece em profundo descumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos”, justifica a presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB/AL.
Para a secretária da Mulher e dos Direitos Humanos de Alagoas, Maria José da Silva, no plano nacional, há uma ação danosa contra as garantias fundamentais da pessoa humana.
“Inclusive, com ação estatal, a exemplo do que diz e faz o chefe do Poder Executivo nacional. Em Alagoas, há um avanço com as ações do Poder Executivo, através da Semudh, do Poder Judiciário e da sociedade civil organizada. Não só a Semudh, outros setores do governo promovem os direitos humanos, mas sabemos que o protagonismo é da sociedade. Poder público e sociedade fazem ser possível a efetivação das garantias constitucionais que são os direitos humanos”.
Educação contribui para conhecimento geral da lei
A secretária da Mulher e dos Direitos Humanos de Alagoas, Maria José da Silva, destaca, ainda que Governo de Alagoas tem abraçado o compromisso com as parcelas mais fragilizadas socialmente do estado. “Afinal, temos uma declaração universal dos direitos humanos que completou 71 anos e não é conhecida em sua plenitude pelas pessoas. Isso nos dá a certeza de que é essencial investir em educação para que esta possa ser uma lei conhecida pela sociedade.
POSTURA FIRME
O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Tutmés Airan, que também preside a Coordenadoria de Direitos Humanos do TJ/AL, assegura que judiciário continua firme na defesa do que consideram como essencial à dignidade da pessoa humana, no respeito ao direito das minorias e na garantia aos direitos sociais, se colocando absolutamente contra qualquer retrocesso neste cenário.
“Logicamente, enquanto Poder Judiciário, nossa luta ocorre dentro do processo ou, ainda, nos campos da mediação dos conflitos que nos são direcionados. Acredito firmemente que está luta deve permanecer forte e resistente e nos esforçaremos para exercer esse papel fundamental na sociedade”, analisa o presidente do Tribunal de Justiça.
O magistrado avalia ainda que no que tange ao Poder Judiciário de Alagoas, está convencido de que o cidadão alagoano pode ficar tranquilo quanto a se sentir amparado.
“Como dito, temos lutado incansavelmente para garantir que esse amparo, sobretudo aos que mais necessitam, nunca falte. Essa defesa se materializa por meio de decisões mais consentâneas com o espírito cidadão da Constituição, com atuações proativas na resolução, inclusive extrajudicial, de conflitos no seio da sociedade e na adoção de práticas que levem a todos uma maior efetividade de justiça e de cidadania”.