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Mesmo com bilhões, comércio insiste em abrir portas

Durante este período de pandemia, R$ 40 bilhões foram disponibilizados pelo Banco Central ao setor empresarial

↑ Setor comerciário tem sido um dos responsáveis pela pressão para reabrir as lojas em tempos de pandemia (Foto: Edilson Omena)

Ainda no dia 27 de março, um pacote de R$ 40 bilhões foi anunciado pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para ajudar às empresas a manter as contas em dia. A condição básica, era a de não demitir trabalhadores por pelo menos dois meses. Os recursos, em maioria, são do Tesouro Nacional.

Além deste, outras ações semelhantes foram – e vem sendo – anunciadas por Brasília para ajudar empresários país afora. Então por qual motivo as representações do comércio em Alagoas, por exemplo, defendem tanto a reabertura imediata – mesmo que com os cuidados pregoados pela OMS – dos estabelecimentos durante a pandemia de coronavírus, alegando risco de demissões em massa?

Durante o anúncio, Roberto Campos Neto, enfatizou que o crédito se destina, exclusivamente, às micro e pequenas empresas, que faturam entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano, e somente para financiamento de folha de pagamento, em até dois salários mínimos por empregado. Ainda de acordo com ele, o programa pode contemplar cerca de 12 milhões de pessoas e 1,4 milhão de empresas em todo o país. O Sebrae também anunciou, em março, crédito de R$ 12 bilhões para as micro e pequenas empresas.

Outra fonte de recursos para as empresas é o Conselho Monetário Nacional (CNM) que, no início de abril aprovou crédito de R$ 3 bilhões oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), através do portal da Sudene, “serão contempladas empresas, pessoas físicas e jurídicas, incluindo cooperativas que, de acordo com as prioridades estabelecidas nos planos regionais de desenvolvimento, desenvolvam atividades produtivas não rurais. A linha de crédito é destinada a capital de giro isolado e investimentos, incluindo capital de giro associado”, explica. “Os limites de financiamento foram estabelecidos em R$ 100 mil por beneficiário para capital de giro isolado e R$ 200 mil por beneficiário para investimentos, inclusive capital de giro associado ao investimento. Os juros serão de 2,5% ao ano e o prazo de contratação será enquanto perdurar o estado de calamidade pública reconhecido por ato do Poder Executivo”, completa o portal da Sudene.

Não bastasse essas linhas de crédito, nesta semana a Câmara dos Deputados aprovou no último dia 22, o Programa Nacional de Apoio à Microempresa e Empresa de Pequeno Porte (Pronampe). Com origem no Senado, os deputados alteraram pontos da proposta e, por isso, a matéria voltou à Casa de origem. Entretanto, a matéria deverá garantir cerca de R$ 16 bilhões em empréstimos.

“Os bancos participantes emprestarão com recursos próprios e contarão com garantia do governo em valor global de até R$ 15,9 bilhões. A garantia será para 85% do valor emprestado. Os outros 15% serão sem essa garantia. A taxa máxima de juros será a taxa Selic (atualmente em 3,75%) mais 1,25% a título de spread bancário”, explica a assessoria da Câmara dos Deputados.

O conteúdo aprovado pelos senadores previa que a União alocasse recursos diretamente às operações de empréstimo.

Para Fecomércio, medidas anunciadas são insuficientes

Já diz o ditado que nem tudo que reluz é ouro. Os pacotes de crédito anunciados são, na prática, empréstimos e é isso que afasta os empresários de usufruir destas ações. Segundo o assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio), Felippe Rocha, apesar de positivas, as medidas de Brasília mantêm os empresários sob empréstimos.

“Esse pacote de R$ 40 bilhões [Banco Central] para as empresas pagarem salários, o empresário achou importante, mas, ao mesmo tempo, não se sentiu apto a querer fazer mais empréstimos para manter os salários em dia porque boa parte das empresas já está endividada. Mesmo com carência, o empresário não se sente atraído”, comenta.

“O que tem acontecido é o empresários adotarem a MP 936, que permite a suspensão dos contratos e de jornadas de trabalho e, consequentemente, os salários com a contrapartida de que o governo complemente os salários utilizando o seguro-desemprego como base e, assim, não é um complemento integral, mas, ao mesmo tempo, compensa, em partes, o salário do colaborador. Isso tem sido mais atrativo porque o governo está pagando os salários, ao menos até 70%, e mantendo o quadro de funcionários inalterado. Além disso, o pacote dos R$ 40 bi tem taxa de juro acima da Selic”, completa Felippe Rocha.

Em relação ao pacote do Sebrae, o assessor econômico da Fecomércio destaca a taxa de juros menor que a Selic como facilitador à adesão de empresários.

“É uma medida interessante, já que o Sistema S sofreria um corte de recursos de até 50% nos próximos 3 meses. O Sebrae tem condições de praticar taxas de juro abaixo da Selic, que chamamos de ‘negativas’. Isso é importante, pois facilita a tomada de empréstimos”, comenta Felippe Rocha.

Tribuna Independente procurou saber a opinião da Associação Comercial de Maceió, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.

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Fonte: Carlos Amaral

Pandemia deve influenciar debate do Fórum Social Mundial no México

 

Temas como a importância do estado, o direito à saúde, a segurança alimentar e a violência doméstica foram postos a nu com a epidemia de Covid-19. O evento mundial que ocorrerá em janeiro de 2021 no México sempre foi um contraponto à ordem neoliberal.

 

Fórum Social Mundial de Salvador ocorreu em 2018, em meio ao golpismo e ao assassinato de Marielle Franco. Foto Midia Ninja

O processo de construção do Fórum Social Mundial de 2021, que ocorrerá no México, já vem sofrendo a interferência da pandemia de corona vírus. Reuniões entre conselheiros e representantes dos movimentos sociais de todo o mundo que teriam que ser presenciais estão ocorrendo virtualmente. A reunião com os movimentos sociais mexicanos, prevista para ocorrer naquele país, em junho, já é considerada inviável pela dificuldade de programação dos voos europeus, que se encontram inoperantes.

Mas a influência da pandemia não fica somente na logística do evento. Segundo Liége Rocha, representante da Fedim (Federação Democrática Internacional de Mulheres) no Conselho Internacional do FSM, os impactos econômicos, sociais e políticos da doença em todo o mundo terão efeito direto sobre o clima das mesas de debates. “Embora ainda não haja definição formal na programação, a epidemia está diretamente ligada à questão da vida das pessoas, portanto, o tema da saúde, da defesa da vida e dos direitos humanos certamente fará parte dos debates”, disse Liége, em entrevista ao Portal Vermelho. Ela antecipa que o debate do impacto do corona vírus, particularmente, na vida das mulheres, já vem sendo manifestado em organizações feministas de países como Argentina, Peru, Venezuela, Cuba, Portugal etc.

Por outro lado, ela lembra que o FSM nasceu contestando o Fórum dos países ricos em Davos e sua política neoliberal. Por isso, o fato da epidemia estar se comportando como um divisor de águas no debate sobre o modelo de privatizações dos serviços públicos, de redução do papel do estado e de ajuste fiscal às custas das vidas do povo, deve ganhar força nas organizações da sociedade civil de todo o mundo, quando se reunirem no final de janeiro.

“Temos sempre insistido para que o Fórum defina datas de manifestação mundial, o que me leva a pensar numa proposta ao Conselho Internacional de definir uma manifestação em relação a esta epidemia, assim que isto seja possível fazer”, sugere Liége. Ela enfatizou os números chocantes de violência doméstica que emergiram da quarentena obrigatória devido à epidemia. Outro impacto na vida mulheres, que ela lembra neste momento, é a questão do desemprego, que atinge as mulheres de forma brutal. “Temos visto como mulheres grávidas estão sofrendo para fazer seu pré-natal, diante do cancelamento das consultas na quarentena”, acrescentou.

A epidemia também expôs a importância de um sistema público de saúde estruturado para enfrentar crises violentas como esta. “O Sistema Único de Saúde brasileiro não tem sido valorizado como deveria e isso ficou evidente para a população e para quem não queria ver. Sem ele, sequer haveria enfrentamento da epidemia. Veja que a maioria dos atendimentos tem sido em hospitais do SUS. Os EUA, que são uma potência econômica, não dispõe de um sistema público de saúde e está sofrendo as consequências disso. É hora de mostrar que a saúde é um direito do cidadão e um dever do estado.”

Os pés de barro do neoliberalismo

“A questão da epidemia mexe exatamente com os pés de barro do sistema neoliberal”, é o que diz Rita Freire, da Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada e, também, membro do Conselho Internacional do Fórum. Ela conta ao Portal Vermelho que o FSM surgiu como um grito da sociedade civil contra o sistema neoliberal que vinha num processo de apropriação e privatização do mundo.

Sentia-se, naquele momento (início do século XXI), que o mundo seria governado por instâncias das grandes potências como a OMC, FMI, OTAN, etc. Rita considera que a mentalidade social, naquele contexto, conseguiu criar barreiras a esse processo. No entanto, mudanças no paradigma tecnológico, que pareciam democratizantes, acabaram por ser apropriados pelos setores mais conservadores da sociedade para impor regimes autoritários e ultraliberais. “Agora, começa a haver uma percepção humana de que o sistema é falho. Mas o funcionamento do sistema não é necessariamente humano e vai tentar sobreviver à custa de vidas. A sociedade civil tem a necessidade, neste momento, de fazer uma agenda para que a vida não seja secundarizada por interesses que não são nem econômicos, mas financeiros, de apropriação, mesmo, de recursos”, analisou Rita.

Ela avalia que o tema da desigualdade deve ganhar força com a epidemia, já que as pessoas que não estão protegidas vão morrer mais que aquelas privilegiadas pelo direito de fazer a quarentena. “Não é possível mais aceitar situações como aquela em que Israel destruiu hospitais palestinos e ainda jogou mísseis sobre os médicos que foram socorrer os feridos”, citou ela, os eventos ocorridos em 2014.

Governos de ultradireita, como Trump nos EUA e Bolsonaro no Brasil, estão sendo contestados pela postura inadequada diante da crise epidêmica. Rita lembrou uma máxima econômica heterodoxa de que se a família entrar em crise, ela precisa economizar, enquanto, se o estado entra em crise, ele precisa investir mais para evitar a recessão. “Mesmo economistas ortodoxos sabem que se você não fizer isso, vai quebrar como um projeto de economia e de nação. Então, o papel do estado, hoje, está no centro das atenções, e a população está percebendo que esses governantes de extrema-direita não têm preparo nem para aplicar instrumentos de economia clássica liberal, por isso, utilizam-se do autoritarismo para que a sociedade também não reaja”, acrescentou.

Em sua opinião, tanto o neoliberalismo, quanto esses governos, têm pés de barro, mas também têm os instrumentos para se impor. “Portanto, a sociedade tem que decidir que é preciso mudar o sistema, ou se tentar remendar o que não tem conserto, quem vai ser sacrificado é quem tem menos recurso pra se defender. Vamos ter um problema sério de quem é que terá direito a sobreviver, não apenas na enfermaria do hospital, mas depois, também”, afirmou.

Rita considera que o tema da saúde já é a chave para todo tipo de debate, desde já. Para ela, a saúde pública precisa não apenas atender as demandas da sociedade, mas regular o funcionamento do sistema privado de saúde, que também depende muito do estado. Dentro desta perspectiva, ela também considera importante que o tema da segurança alimentar garanta políticas estruturais para a manutenção da agricultura familiar.

Policiais Civis de Alagoas e PRFs se unem em Campanha às vítimas da enchente em Santana do Ipanema

PRF/ALRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Uma iniciativa de um policial civil de Alagoas fez a diferença na vida de centenas de pessoas nesta terça-feira(07). Ele contou com apoio de colegas de trabalho e de policiais rodoviários federais, que juntos uniram esforços para buscar doações às vítimas da enchente ocorrida em Santana do Ipanema, no final do mês de março. O que eles não esperavam é que a ação solidária tivesse uma adesão tão grande.

Foram arrecadados, ao longo da semana passada, toneladas de alimentos, centenas de roupas, utensílios domésticos, brinquedos entre outros itens. O montante recebido foi tão grande que os organizadores da ação resolveram distribuir também no Vale do Reginaldo, em Maceió, e em Poço das Trincheiras.

No início da semana passada, o idealizador da ação compartilhou com amigos policiais sua vontade de ajudar as famílias desabrigadas, vítimas da enchente ocorrida no Sertão do estado. De imediato, os colegas se uniram e começaram a dividir a ideia com seus amigos próximos, familiares e colegas de trabalho, sendo os pedidos de doações compartilhados por cada pessoa que estava aderindo à campanha. Familiares, empresários, policiais civis e rodoviários federais começaram a fazer doações de alimentos, roupas, lençóis e outros itens e no segundo dia da ação as doações recebidas já ultrapassavam a expectativa dos promotores da ação.

Durante todo esta terça-feira (07) os itens arrecadados foram distribuídos nos pontos citados. A ação teve um saldo tão positivo que foi necessário solicitar apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fazer o transporte das doações, pois seriam necessárias várias viagens em carros de passeio para levar tudo que foi recebido. Sendo o comprometimento social um dos pilares da PRF, o órgão forneceu o caminhão para realizar o transporte dos itens e assim fazer a alegria de muitas famílias.

Auxílio emergencial: aplicativo para cadastro está disponível; saiba como fazer

Foto: UOLRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueAuxílio emergencial

Os trabalhadores informais, autônomos e microempreendedores individuais (MEI) sem renda fixa, prejudicados pelo isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus, já podem se cadastrar e solicitar o auxílio emergencial de R$ 600, concedido pelo Governo Federal. A Caixa Econômica Federal (CEF) disponibilizou nesta terça-feira (07) dois canais de atendimento: o  site da Caixa e o aplicativo Caixa Auxílio Emergencial, disponível para aparelhos com sistema operacional Android e IOS. O aplicativo pode ser baixado no próprio site.

A Caixa disponibilizou, ainda, uma central telefônica para tirar dúvidas dos usuários sobre como fazer o cadastro do benefício: basta ligar para o número 111 e aguardar as orientações. O auxilio emergencial será distribuído durante três meses.

Quem já recebe o Bolsa Família ou está inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) não precisa se inscrever para receber o auxílio. A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) recomenda que os usuários que têm dúvida se têm direito ao auxílio emergencial acessem o link https://auxilio.caixa.gov.br  , confirmem seus dados, preencham os campos solicitados e verifiquem se o valor está disponível.

Passo a passo:

Abra o link;

Confirme as opções que estão dentro das características exigidas pelo governo;

Preencha seus dados: nome, CPF, data de nascimento e nome da mãe;

Caso já esteja cadastrado no CadÚnico vai aparecer a mensagem: você está no Cadastro Único do Governo Federal. As condições de recebimento do auxílio emergencial serão avaliados com os seus dados do Cadastro Único, então é só aguardar e liberar o aplicativo.

4.1 – Caso não esteja cadastro no CadÚnico, abrirá uma página para colocar os dados. A partir disso, é só preencher tudo que for pedido e aguardar o processamento dos dados e análise.

Beneficiários

Os usuários beneficiados com o auxílio emergencial, que ficou popularmente conhecido como “coronavoucher”, precisam atender os critérios estabelecidos para o recebimento do auxílio.

De modo geral, as regras para que a população possa receber os pagamentos são as seguintes:

Ser maior de 18 anos;

Não ter emprego formal;

Ter renda mensal de até meio salário mínimo, R$ 522, por pessoa da família, desde que a renda familiar total não ultrapasse o valor de de R$ 3.135;

Não ter recebido nenhum rendimento tributável acima do teto de R$ 28.559.70 em 2018, de acordo com declaração do Imposto de Renda;

Não estar recebendo assistências sociais ou previdenciárias, como programas de renda ou seguro desemprego, com exceção do Bolsa Família.

Além disso, é preciso se enquadrar em pelo menos um dos requisitos abaixo, conforme determinação do governo federal:

Ser microempreendedor individual (MEI) ou trabalhador informal;

Estar inscrito no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico);

Ser contribuinte do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Para cada família beneficiada, a concessão do auxílio ficará limitada a dois membros, de modo que cada grupo familiar poderá receber até R$ 1.200. Além disso, esse valor também será válido para mulheres chefes de casa ou famílias monoparentais; nestes casos, um único cidadão terá direito a receber duas cotas.

Depois da sanção, o início dos pagamentos dependerá de regulamentação do Poder Executivo.

Quem não tem direito?

O auxílio não será disponibilizado para quem recebe benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou qualquer outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família.

No caso do Bolsa Família, os usuários poderão optar por substituir temporariamente o programa pelo auxílio emergencial, se o último, no caso o valor for mais vantajoso.

 Pagamento

O auxílio emergencial será pago por bancos públicos federais por meio de uma conta que será do tipo poupança social digital. Essa conta será aberta automaticamente no nome dos beneficiários, com dispensa da apresentação dos documentos, além da isenção de tarifas de manutenção.

Aqueles que têm direito ao benefício poderão solicitar transferência para a conta de sua preferência (e qualquer banco) sem custo. Para os que tiverem de sacar, poderão se dirigir a lotéricas, agências da Caixa, do Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste conforme o calendário abaixo:

Primeira parcela: Até 14 de abril (Donos de poupança da Caixa e correntistas do Banco do Brasil podem receber antes, direto na conta);

Segunda parcela: entre 27 e 30 de abril;

Terceira Parcela: entre 26 e 29 de maio.

Seção de Crimes Cibernéticos da PC dá novas dicas para evitar golpes virtuais

IlustraçãoRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueCrime virtual

A Seção de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) divulgou nesta quarta-feira (08) mais um material de prevenção com o objetivo de evitar que as pessoas sejam vítimas dos já conhecidos golpes virtuais.

A medida chega em virtude do alto volume pessoas que irão utilizar a internet para se cadastrarem aos recursos do auxilio emergencial, disponibilizados aos trabalhadores informais em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

De acordo com o responsável pela  Seção de Crimes Cibernéticos da PC alagoana, delegado José Carlos, as pessoas devem ter cuidados com aplicativos falsos; não seguir links recebidos no whatsapp, e-mail ou sms; e não compartilhar  mensagens suspeitas.

*com Ascom PC/AL

Brasil registra 800 mortes pelo Covid-19 e número de casos se aproxima de 16 mil

São Paulo concentra o maior número de pessoas mortas pelo Covid-19, com 428

↑ Coronavírus (Foto: Thomas Peter / Reuters)

Subiu para 15.927 o número de casos confirmados de coronavírus no Brasil. Foram 2.210 novas confirmações em 24 horas. O número de óbitos também aumentou, agora são 800 são 247 a mais em relação à última atualização. A maior parte está em São Paulo, que concentra 428 mortes e lidera a lista nacional com 6.708 casos confirmados da doença. Os números estão consolidados com as informações que foram repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde ao Ministério da Saúde até às 14h desta quarta-feira (8).

São Paulo concentra o maior número de pessoas mortas por complicações da doença, 428. O estado é seguido por Rio de Janeiro (106), Pernambuco (46), Ceará (43) e Amazonas (30).

Além disso, foram registradas mortes no Paraná (17), Santa Catarina (15), Bahia (15), Minas Gerais (14), Distrito Federal (12), Rio Grande do Norte (11), Maranhão (11), Rio Grande do Sul (9), Goiás (7), Espírito Santo (6), Pará (6), Piauí (5), Paraíba (4), Sergipe (4), Alagoas (2), Mato Grosso do Sul (2), Amapá (2), Acre (2), Rondônia (1), Roraima (1) e Mato Grosso (1).

Apenas o estado de Tocantins não tem, até o momento, mortes confirmadas pela doença, mas também registrou casos confirmados, assim como todos os demais estados brasileiros.

O número de pacientes infectados pelo novo coronavírus chegou a 15.927, segundo balanço do Ministério da Saúde. O resultado representa um crescimento de 16% em relação a ontem, quando os dados da pasta marcavam 13.717 pessoas infectadas. A taxa de letalidade do país subiu de 4,4% pra 5% entre segunda-feira (6) e esta quarta-feira (8).

ATUALIZAÇÃO DOS CASOS

Para manter a população informada a respeito dos casos e óbitos, o Ministério da Saúde atualiza diariamente os dados na plataforma de dados do coronavírus. O painel traz as informações e permite uma análise do comportamento do vírus com o passar do tempo, além de um gráfico de dados acumulados apontando a curva epidêmica da doença.

A plataforma está disponível para livre acesso no endereço: covid.saude.gov.br.

Tabela com distribuição dos casos por UF

 

 

 

ID

UF/REGIÃO

CONFIRMADOS

ÓBITOS

N

%

NORTE

1.222 (7,7%)

42 (3,4%)

1

AC

54

2

2

AM

804

30

3

AP

107

2

4

PA

167

6

5

RO

18

1

6

RR

49

1

7

TO

23

0

NORDESTE

2.825 (17,7%)

141 (5,0%)

8

AL

37

2

9

BA

497

15

10

CE

1.291

43

11

MA

230

11

12

PB

41

4

13

PE

401

46

14

PI

31

5

15

RN

261

11

16

SE

36

4

 

 

SUDESTE

9.487 (59,6%)

554 (5,8%)

17

ES

227

6

18

MG

614

14

19

RJ

1.938

106

20

SP

6.708

428

CENTRO-OESTE

842 (5,3%)

22 (2,6%

21

DF

509

12

22

GO

158

7

23

MS

85

2

24

MT

90

1

SUL

1.551 (9,7%)

41 (2,6%)

25

PR

539

17

26

RS

55

9

27

SC

457

15

BRASIL

15.927

800 (5,0%)

 

24

Fonte: Agência Brasil e Agência Saúde

Coronavírus – a estratégia necessária para derrotar a epidemia

 

É possível afirmar a estratégia correta auxiliando a identificar os obstáculos para multiplicar muito a quantidade de testes disponíveis e as formas de ultrapassá-los, tanto pela produção interna, quanto pela importação.

 

Pandemia se espalhou pelos continentes

Um estudo do Imperial College de Londres define duas estratégias para o combate ao coronavírus: mitigação e supressão.

A mitigação tentaria retardar o pico da epidemia com medidas de redução de contato, mas pretenderia atingir o fim dela apenas quando o conjunto da população estivesse naturalmente imunizado.

A supressão visa barrar o contágio. A medida central para essa estratégia é a testagem de toda a população e a quarentena não apenas dos portadores com sintomas, mas também dos portadores assintomáticos. O texto do Imperial College não chega a amarrar esta questão, mas elogia bastante o procedimento na China e na Coreia do Sul, que teve essa medida no centro do enfrentamento ao vírus. E esta é a posição da Organização Mundial de Saúde.

O estudo do Imperial College demole a estratégia de mitigação ao fazer a avaliação estatística de que a sua aplicação teria como consequência 500 mil óbitos no Reino Unido e mais de 1 milhão nos Estados Unidos.

Depois da sua divulgação, Boris Johnson e Trump, a partir da segunda-feira (16), passaram a dizer que estavam praticando a supressão, embora resistindo bastante a tomar as medidas concretas necessárias, especialmente a testagem de toda a população e a quarentena obrigatória para os portadores assintomáticos.

Importante observar que na China a quantidade de pessoas infectadas, apesar de grande em termos absolutos, atingiu apenas 56  casos por milhão de habitantes. Na Coreia do Sul, a epidemia – embora ainda não inteiramente contida – atingiu 169 casos por milhão, enquanto na Itália está em 778 casos por milhão e na Espanha em 437 casos por milhão.

Aqui no Brasil, o Ministério está tentando minimizar a posição da OMS, da China e da Coreia do Sul, dizendo que não é uma posição realista para o Brasil. Realmente não temos nem de perto a quantidade de testes necessários para as providências devidas. Mas isso, em minha opinião, não deve alterar a definição da estratégia. Temos que nos colocar a questão: o que é necessário fazer para ter a quantidade de testes necessária? O Ministério falou durante entrevista na quinta-feira (19) que já estariam encomendados 2 milhões e 300 mil testes à Fiocruz e a Anvisa liberou ontem oito novos testes para a produção também pela iniciativa privada. Mas ainda são medidas tímidas diante da realidade da epidemia.

Defender a estratégia de supressão e a testagem de toda a população não significa buscar confrontações desnecessárias. O ministro Mandetta está fazendo um trabalho esforçado, num enfrentamento surdo da ignorância da dupla Bolsonaro/Guedes, e tem um reconhecimento da população e dos profissionais de saúde por isso. É possível afirmar a estratégia correta auxiliando a identificar os obstáculos para multiplicar muito a quantidade de testes disponíveis e as formas de ultrapassá-los, tanto pela produção interna, quanto pela importação.

Teremos grandes embates contra a epidemia nas próximas semanas, é provável um severo agravamento da crise e este nos parece o caminho para derrotar a epidemia com o mínimo de danos para a nossa tão sofrida população brasileira.

AUTOR
Sesau informa que Alagoas tem seis casos confirmados e 53 em investigação de Covid-19
Estão em investigação mais 53 casos e foram descartados 38 casos
 
↑ Secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres (Foto: Edilson Omena)
 
 
Sesau informa que Alagoas tem seis casos em investigação para coronavírus
Secretaria de Estado da Saúde confirma mais 3 casos de Covid-19 em Alagoas
Sesau informa mais um caso suspeito de coronavírus em Alagoas e número chega a seis
ASecretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou nesta sexta-feira (20), que Alagoas tem seis casos confirmados para Covid-19, além de 53 casos em investigação e 38 descartados. Os seis casos confirmados estão localizados em Maceió.
 
Durante uma transmissão ao vivo no final da tarde desta sexta, o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, apresentou ao público que acompanhou a live, o cenário epidemiológico em relação ao estado.
 
“Em relação à origem da possível infecção dos casos confirmados tivemos relatos de deslocamento para outros países e contato próximo de caso confirmado no Estado de São Paulo. Seguimos monitorando toda a situação e é importante destacar que o Laboratório Central de Alagoas [Lacen-AL] já realizou mais de 20 exames”, informou o secretário Alexandre Ayres.
 
Quanto aos 53 casos em investigação, 45 estão em Maceió; 2 em Ouro Branco, 1 em Penedo; 1 em Rio Largo; 2 em São Miguel dos Campos; 1 em São José da Laje; e 1 em Flexeiras.
 
Os contatos dos casos suspeitos estão sendo monitorados pela equipe do Cievs/Sesau, da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió e as vigilâncias dos respectivos municípios.
 
A Secretaria de Estado da Saúde tem reiterado a necessidade de que a pessoa com histórico de viagem recente ao exterior ou aos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte e/ou que tenha tido contato com caso suspeito ou confirmado de Covid-19 e não apresente sintomas, permaneça em casa em isolamento voluntário. No caso de apresentar sintomas respiratórios e febre, buscar atendimento em unidade de saúde, hospitais privados ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAS).
 

PM suspende aulas das três unidades de ensino da Corporação

Crédito: Agência Alagoas/ ArquivoRs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=trueAlunos do Curso de Formação de Praças

Devido à pandemia do novo Coronavírus, a  Polícia Militar de Alagoas, decidiu nessa quarta-feira (18) suspender, por 15 dias, as aulas das três unidades de ensino da Corporação.

Segundo a assessoria de Comunicação da PM, a decisão foi tomada seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde, além das medidas de prevenção tomadas pelo Governo de Alagoas, e tem o objetivo de conter a propagação da doença em Alagoas e preservar a saúde dos alunos, instrutores, e militares que trabalham nas unidades da instituição.

Desta forma, estão suspensas as aulas do Curso de Formação de Praças (CFP) que estão acontecendo no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP); do Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Academia de Polícia Militar Senador Arnon de Mello (APMSAM), e as aulas do Ensino Fundamental e Médio do Colégio da Polícia Militar Tiradentes (CPM).

Na última segunda-feira (16), a PM já havia suspendido as apresentações do Programa Vem Ver a Banda Tocar, que tem como principal atração a Banda de Música da Corporação, patrimônio histórico, artístico e cultural do Estado de Alagoas.

O comandante-geral reitera o alerta sobre os cuidados simples que cada pessoa pode ter para ajudar ainda mais na prevenção.

“Como já há a orientação do Ministério da Saúde, da Sesau e também dos nossos militares especialistas na área, é preciso ter bastante cuidado, principalmente com a higiene. Lavar bem as mãos, usar álcool em gel, ter atenção ao espirrar e claro evitar contato com pessoas infectadas”, disse o coronel Marcos Sampaio.

*Com assessoria

Governo federal prorroga prazo para aplicação da nova carteira de identidade

Órgãos têm mais um ano para se adequar aos novos padrões do documento

↑ (Imagem: Divulgação / TSE)

Ogoverno prorrogou para março de 2021 a obrigatoriedade na adoção do novo modelo de carteira de identidade. É a segunda vez que o governo prorroga o prazo. O prazo anterior era março desde ano e o prazo original, do decreto 9.278/2018, era março de 2019. A prorrogação foi publicada hoje (28) no Diário Oficial da União.

Assim, os órgãos de identificação têm mais um ano para se adequar aos padrões da nova carteira de identidade. O novo modelo traz dispositivos para aumentar a segurança contra a falsificação e contém mais informações, como registros do título de eleitor, numeração da Carteira de Trabalho e Previdência Social, certificado militar, Carteira Nacional de Habilitação, documento de identidade profissional, carteira nacional de saúde e números de NIS/PIS/Pasep. Também poderá ser incluído o nome social sem a necessidade de alteração no registro civil.

Outra novidade é que poderão constar, no novo RG, indicativos para pessoas com necessidades especiais e códigos referentes ao Código Internacional de Doenças (CID). Todas as informações são facultativas, ou seja, cada cidadão poderá optar por incluir os registros complementares que julgar necessários.

Fonte: Agência Brasil / Texto: Marcelo Brandão

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